Após quase 96 horas de trabalhos de resgate em Brumadinho, o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, afirmou que "esta é uma operação para semanas". Em um pronunciamento à imprensa na manhã desta segunda-feira (25), o militar afirmou, ainda, que a possibilidade de encontrar pessoas com vida ou ilhadas é muito pequena.

Segundo o tenente, as forças militares que vieram de Israel já estão a caminho do distrito de Córrego do Feijão, onde se reunirão com as equipes brasileiras. "São 136 militares israelenses somados aos 270 do Corpo de Bombeiros e aos demais agentes de outras forças de busca. Vamos utilizar uma série de estratégias de rastreamento, como sobrevoo com drones, câmeras termais, referenciamento geográfico e última localização disponível através dos celulares das vítimas".
Um grupo precursor esteve na cidade de Brumadinho onde foram realizadas reuniões para alinhar o funcionamento das operações de resgate, segundo o tenente Aihara. "Fizemos também uma videoconferência com equipes que estão em Israel e vão auxiliar com o aparato tecnológico e agora os militares em campo serão alocados no Córrego do Feijão e empenhados nas buscas nas áreas onde funcionavam o setor administrativo da Vale e o refeitório. Depois do pontilhão o trabalho será somente dos bombeiros", detalhou.
Além das equipes especializadas, há também voluntários atuando na cidade. Entretanto, segundo Aihara, "eles só trabalham em situações mais estratégicas, como no acolhimento de animais resgatados e no desenvolvimento de atividades de apoio administrativo. A atuação nas zonas quentes ainda oferece riscos e temos que ter cuidado para que essas pessoas, que estão com boa vontade, não se transformem em novas vítimas".