sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Governo de Minas Gerais vai ter que apertar os cintos para aderir plano de recuperação fiscal com a União

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Privatização e redução de incentivos fiscais são algumas das obrigações do estado para conseguir créditos com o governo federal, diz secretário da Fazenda.

Para aderir ao plano de recuperação fiscal junto ao governo federal, Minas Gerais será obrigado a fazer ajustes. A afirmação é do secretário de Estado da Fazenda, Gustavo Barbosa.

“Precisa constar no plano de recuperação a privatização das empresas. Isso faz parte da recuperação fiscal. O estado de Minas Gerais tem algumas empresas de grande porte. Isso será objeto de análise do plano de recuperação fiscal”, disse ele.

O governador Romeu Zema (Novo) já manifestou, por diversas vezes, a intenção de privatizar estatais como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Entretanto, não há prazos para que as iniciativas sejam postas em prática.

“O governo de Minas Gerais informa que o tema privatizações está em discussão pelas equipes técnicas para que sejam realizadas com responsabilidade, de modo que haja benefícios para o estado e, consequente, para o povo mineiro. Não há, no entanto, prazo definido para que o tema seja encaminhado para apreciação da Assembleia Legislativa”, disse ele.

Enquanto o assunto está em análise, a Cemig colocou à venda a participação em consórcios para exploração de petróleo e gás natural. As cotas são em cinco blocos, quatro deles localizados na Bacia do São Francisco, no Norte de Minas Gerais, e uma na Bacia do Recôncavo, na Bahia. A oferta pública será nesta sexta-feira (18).

Hoje o estado enfrenta um rombo de R$ 30 bilhões, de acordo com o governo. Além das privatizações, mudanças nas alíquotas da previdência e redução de incentivos fiscais são algumas das obrigações do estado para conseguir créditos com o governo federal.


De acordo com o secretário, ao aderir ao plano de recuperação fiscal, o governo de Minas Gerais poderá deixar de pagar a dívida por até três anos. Assim o estado teria um alívio de R$ 25 bilhões. Mesmo com a crise, Minas Gerais também teria condições de conseguir créditos junto à União.

G1MG