segunda-feira, 13 de agosto de 2018

TSE julga hoje se Lacerda concorre ao governo de MG; saiba o que muda no quadro

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Qualquer que seja a decisão, resultado mexe com o tabuleiro eleitoral no estado

Na reta final para a definição das candidaturas – quarta-feira (15) é o prazo limite para os partidos registrarem suas chapas e coligações – as atenções de grandes partidos em Minas Gerais se voltam hoje para Brasília, onde o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga se Marcio Lacerda (PSB) disputará o Palácio da Liberdade. A presença – ou ausência – do ex-prefeito da capital mineira na corrida pelo governo de Minas altera completamente o quadro eleitoral e vai influenciar o rumo não só do PSB, mas do PT, do MDB e de outras legendas menores do estado.

No MDB, legenda que indicou o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adalclever Lopes, para ser o candidato a vice-governador na chapa de Lacerda, a expectativa de alguns integrantes é pela confirmação do socialista na disputa. No entanto, outros emedebistas avaliam que, caso Lacerda seja barrado na Justiça, o lançamento de uma candidatura própria ou até mesmo uma aliança sem cabeça de chapa pode ser uma boa opção para a bancada.

“Todos os partidos vão acompanhar de perto esse julgamento. O MDB conta com a permissão do tribunal para que Marcio seja candidato e possamos ter uma terceira via forte na eleição, com Marcio e Adalclever. Participamos das articulações políticas e do trabalho jurídico pela manutenção da candidatura e os argumentos são muito sólidos. Não estamos pensando em plano B no momento”, afirmou ontem Saraiva Felipe, presidente da comissão estadual provisória do MDB.

No PT, a definição sobre a candidatura de Lacerda pode alterar a composição da chapa que será lançada para o Senado Federal. No acordo firmado pelas executivas nacionais do PT e do PSB – tratado que determinou a desistência de Lacerda ao governo de Minas e de Marília Arraes, do PT, ao governo de Pernambuco – foi oferecido ao ex-prefeito de BH uma vaga para disputar uma cadeira no Senado. A chapa da coligação ficaria então com os nomes da ex-presidente Dilma Rousseff e de Lacerda.

Em jantar na semana passada para arrecadar recursos para sua campanha à reeleição, o governador Fernando Pimentel (PT) afirmou que Lacerda é bem-vindo para concorrer na segunda vaga ao Senado da coligação. “Todos do campo democrático popular são bem-vindos e creio que o Marcio é um político do nosso campo”, disse o governador.

O socialista, no entanto, recusou de forma veemente a oferta petista. “A mim foi oferecida, como alternativa ao governo de Minas, a candidatura ao Senado com o PT, sugestão da qual prontamente discordei”, afirmou Lacerda, que se disse ainda “indignado e revoltado” com o acordo entre as duas legendas em âmbito nacional. Mesmo com a candidatura sob risco de ser impedida pela Justiça, Lacerda passou o fim de semana preparando seu plano de governo e pretende registrar suas propostas para o estado no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) hoje ou até amanhã.

O julgamento Hoje, a partir das 14h, os sete ministros do TSE vão analisar uma ação ajuizada por Marcio Lacerda e pelo então presidente da comissão estadual do PSB João Marcos Lobo – atualmente, ele está destituído do cargo. 

O pedido contesta a competência do presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, de dissolver a comissão provisória do partido em Minas. No início do mês, o ministro Napoleão Nunes Maia, da Corte Eleitoral, validou a intervenção da Executiva Nacional na comissão mineira, mas, no mesmo dia, Lacerda conseguiu uma liminar favorável no TRE-MG para manter sua candidatura.

Nos últimos dias, os dois lados subiram o tom dos ataques. Em petição apresentada no TRE mineiro, o PSB nacional classificou como “nova aventura judicial” o pedido feito por Lacerda para anular as deliberações do congresso socialista. Eles acusaram o ex-prefeito de ter um “projeto pessoal de poder” e de cometer “patente litigância temerária”, ou seja, estar alterando os fatos ocorridos na tentativa de manter sua candidatura. Lacerda rebateu no mesmo tom, chamando o acordo nacional entre PSB e PT de um “golpe contras os mineiros”.