terça-feira, 24 de julho de 2018

Se Janaina Paschoal não aceitar, Bolsonaro cogita Marcelo Álvaro Antônio como vice

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Apesar de o Partido Social Liberal (PSL) ter confirmado a indicação de Jair Bolsonaro como candidato à Presidência da República durante a convenção partidária nacional realizada neste domingo (22), no Rio de Janeiro, a dúvida sobre quem ocuparia a vaga de vice na chapa persiste. Afim de buscar outras alternativas, Bolsonaro anunciou em entrevista coletiva após o evento que já pensa em outros dois nomes: o do ex-deputado e presidente de honra do PSL, Luciano Bivar (PE), e o do deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (MG).

O anúncio de Bolsonaro deixou Marcelo Álvaro animado com a ideia de poder compor chapa com o militar reformado. O político afirmou que há negociações para que isso se oficialize. “Temos conversado muito nos últimos dias. A indicação do meu nome seria uma solução caseira. O partido, obviamente, tem bons nomes, porém a indicação do meu seria uma honra. Se for isso, estarei pronto para a missão”, disse o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio. “Mesmo assim, não tem nada decidido. Temos cerca de 20 dias para uma decisão final, então vamos aguardar”, completou.
O parlamentar é defensor da candidatura de Bolsonaro há tempos e ajudava na articulação. Quando o militar reformado ensaiou a ida para o PEN (com a mudança de nome para Patriota), Marcelo Álvaro assumiu o comando da sigla no Estado para organizar a candidatura de Bolsonaro. Como o “casamento” entre o então pré-candidato e o PEN não deu certo, ambos foram para o PSL.
O nome de Marcelo Álvaro é o quarto a ser cogitado para a vaga. O primeiro foi o do senador Magno Malta (PR-ES), que recusou trocar a tentativa de reeleição no Senado pela disputa ao Planalto. O segundo nome cogitado foi o do general Augusto Heleno Ribeiro. Este chegou até a aceitar o convite para compor a chapa de Bolsonaro como vice, entretanto, o PRP, partido ao qual ele é filiado, vetou a aliança com o PSL.
O terceiro e que ainda é o principal nome no momento é o da jurista e uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT), Janaina Paschoal. Os dois se encontraram pela primeira vez na convenção, entretanto nenhum acordo ainda foi fechado. Para o pré-candidato, questões pessoais ainda a impedem de dar uma resposta. “Ela recebeu convite há pouco tempo e tinha a pretensão de disputar a Assembleia de São Paulo. Com a vice-Presidência, ela teria sua rotina totalmente alterada. Por isso, precisa consultar a família”, afirmou Bolsonaro.
O discurso de Janaina na convenção do PSL também causou mal-estar entre aliados de Bolsonaro. Em sua fala, ela criticou seguidores do militar reformado e se disse preocupada, em caso de vitória, de não ter governabilidade. “Não se ganha a eleição com pensamento único e não se governa uma nação com pensamento único”, disse. Com a recusa do PR e do PRP para uma possível coligação, Bolsonaro conta hoje com apenas sete segundos de tempo na TV e no rádio. (Bruno Menezes)

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