sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

PM dá dicas para proteger imóveis de furtos nas festas de fim de ano e férias

De janeiro a outubro deste ano, quase 6 mil imóveis foram furtados em Belo Horizonte. No fim do ano, ladrões voltam a atenção para casas vazias
Com a chegada das festas de Natal, réveillon e as viagens durante as férias, muitos imóveis vão ficar vazios, o que atrai a atenção de criminosos. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais (Sesp-MG), de janeiro a outubro de 2017, Belo Horizonte registrou 5.724 ocorrências de furto consumado a residência. Em todo o ano de 2016, foram 7.125 registros. Para evitar esse tipo de crime, a Polícia Militar (PM) faz algumas recomendações à população.

“Quando as pessoas viajam, e esta é uma época de viagens, o infrator canaliza os esforços nesse sentido”, explica o major Flávio Santiago, chefe da Sala de Imprensa da Polícia Militar. Segundo ele, certas atitudes têm ajudado a reverter este quadro, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais, manter uma rede de vizinhos protegidos eficaz e a verificação de sistemas de segurança nos imóveis.  

“Colocam no Facebook '#PartiuSalvador', e tem muitas pessoas na rede com quem ela não tem contato. O infrator se entrelaça e consegue informações”, explica o militar. Segundo ele, por meio do perfil, pessoas mal-intencionadas acabam conseguindo informações detalhadas da rotina da vítima, para onde ela vai, quanto tempo vai ficar, entre outros detalhes. “Ele não faz esforço. Observou a viagem da pessoa e tem tranquilidade para atuar”, diz o major, recomendando que os usuários das redes sociais deixem para publicar as fotos dos passeios após o retorno. “Isso faz com que as pessoas não tenham atrelamento a essa linha do tempo e consigam informações privilegiadas. Também, quando coloco fotos feitas dentro de uma casa estou fazendo a exposição do ambiente interno, mostrando eletroeletrônicos que eu tenho, um sistema de segurança”, alerta o policial.  

O major Santiago também pede cuidado em relação ao check-in nos locais, feito por alguns aplicativos, o que gera uma rotina dos horários e locais que as pessoas frequentam. Também é importante ter cuidado ao compartilhar informações em grupos no WhatsApp e é preciso usar os recursos de privacidade oferecidos pelas redes sociais, limitando quem pode ver suas publicações e interagir.  

A rede de vizinhos protegidos ajuda na vigilância das residências e do comércio, alertando a polícia em caso de ocorrências. “Quem não tem rede, pode ter vizinhos com quem tem mais segurança, confiança. Pode perguntar se é possível dar uma olhada na casa e, se tiver algum movimento estranho, tem que acionar o 190 imediatamente. É muito comum as pessoas chegarem e encontrarem suas casas arrombadas e os vizinhos pensam que eles estavam se mudando”, pontua o militar.  

O terceiro ponto recomendado pelo major é verificar se portões, janelas, portas, grades e outros equipamentos dos imóveis estão em bom estado. Ele também reforça que antigos truques, como deixar uma luz acesa ou o rádio ligado, já são bem conhecidos e não funcionam mais. “Quem tem portão eletrônico é bom ter um cadeado também, porque ainda que alguém consiga colocar no estado manual, terá mais esse obstáculo. É preciso fazer a manutenção do sistema de alarme, verificar se as trancas estão em dia, desempenar um portão”, listou. Ainda no interior do imóvel, o militar recomenda que as pessoas deixem para colocar a bagagem no carro dentro da garagem, para evitar chamar a atenção na rua. Se for necessário fazer compras, manter sempre bolsas e sacolas à frente do corpo para evitar furtos e também colocar os produtos no porta-malas, já que até mesmo uma sacola com objetos de pouco valor no banco pode levar ao arrombamento do veículo.  

No início de dezembro, a Polícia Militar lançou a Operação Natalina, para garantir a segurança nos pontos de comércio de Belo Horizonte. Mais 3,5 mil policiais estão nas ruas atuando nesse sentido. A partir de 2 de janeiro, o foco muda com a Operação Férias Seguras, com aumento do efetivo nas áreas residenciais para evitar a ação de ladrões. 



Que absurdo!