segunda-feira, 6 de novembro de 2017

PSDB-MG amarga crise financeira, dá calote e dispensa funcionários de Aécio Neves

Imagem relacionada
O PSDB mineiro parece não estar lá muito bem das pernas financeiramente. Após as derrotas consecutivas de Pimenta da Veiga ao governo de Minas, em 2014, e de João Leite à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2016, o partido ainda enfrenta dificuldades para honrar seus compromissos. Funcionários que trabalharam no ano passado para a campanha do deputado estadual completaram um ano sem receber o pagamento pelo serviço.

A ironia é que a campanha tucana contra o então candidato adversário focava a imagem de mau pagador de Alexandre Kalil, que, além de dever IPTU, teria deixado de pagar direitos trabalhistas a ex-funcionários. A enxurrada de propagandas, consideradas agressivas, não tiveram o efeito desejado, e Kalil derrotou João Leite nas urnas.

Além de dever prestadores de serviços, a situação do PSDB de Minas parece ter piorado após as revelações dos executivos da JBS, que colocaram o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, no centro das denúncias por recebimento de propina. As gravações derrubaram a popularidade e o prestígio de Aécio no país. Com ele, também caíram funcionários contratados pelo PSDB que atuavam diretamente com o senador em seu gabinete. Os empregados que perderam seus cargos eram da confiança da irmã de Aécio Andrea Neves e trabalharam tanto nos governos quanto nas campanhas tucanas em Minas.

Quem também perdeu o contrato com o PSDB foi uma agência mineira, que trabalhou por anos para Aécio e Andrea Neves. Ultimamente, a equipe produzia o programa “Conversa com os Brasileiros”, onde deputados e senadores tucanos defendiam projetos e causas do partido pelo Facebook. A última postagem é de julho.

No mesmo mês, o PSDB de Minas também mudou de sede. A legenda funcionava na rua Ouro Preto, no bairro Barro Preto, em duas casas anexadas de dois andares. Agora, o PSDB foi transferido para o 4º andar de um prédio na rua Guajajaras, no mesmo bairro de Belo Horizonte.

Em resposta, o PSDB-MG informou apenas que as contas de campanha referentes à eleição municipal de Belo Horizonte estão sob a responsabilidade do Diretório Municipal da legenda. Não houve resposta sobre a quitação dos pagamentos.

“No tocante às referidas demissões de funcionários locados em gabinetes ou escritórios políticos de parlamentares, temos a esclarecer que tanto a admissão quanto a demissão são da responsabilidade única e exclusiva de cada parlamentar contratante. Aliás, tais contratações são completamente desconhecidas pelo Diretório Estadual”, finaliza a nota. (Angélica Diniz)
O Tempo

Dez pessoas são presas durante operação de combate à criminalidade no Vale do Mucuri

Pelo menos dez pessoas foram presas, nesta sexta-feira (17), durante operação de combate à criminalidade no município de Malacacheta, no V...