segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Grupos de extrema-direita se organizam em Minas para disputar eleições do ano que vem

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Militantes ligados a movimentos de extrema-direita têm-se movimentado para ganhar notoriedade em Belo Horizonte e no resto do Estado. Desde 2015, um grupo ligado a políticos de direita e outras vertentes, como movimentos monárquicos, criou o “Politicamente Incorreto MG”, inspirado em entidades do Rio e de São Paulo que promovem discursos e ideologias conservadoras.

A ambição do grupo é entrar de vez para a política partidária. A legenda escolhida é a mesma que lançará Jair Bolsonaro à Presidência da República no ano que vem: o PEN, que, nos próximos meses, deve receber autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mudar de estatuto e de nome, passando a se chamar de Patriota.
Dois integrantes do grupo despontam como candidatos. Caio Bellote deve tentar uma vaga na Assembleia. Ele trabalhou na campanha do deputado estadual João Leite (PSDB) à Prefeitura de Belo Horizonte em 2016 e chegou a ser detido acusado de injúria racial em um ato pró-Bolsonaro no mês passado. Já o ex-secretário nacional de Juventude Bruno Júlio, filho do deputado estadual Cabo Júlio (PMDB), deve disputar uma cadeira na Câmara Federal.
Uma das últimas ações do grupo foi a realização de uma rifa de livros para custear a vinda do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do também parlamentar Jair Bolsonaro (PSC-RJ), e de outros militantes de movimentos de direita para palestrar em Belo Horizonte. O Politicamente Incorreto também esteve em peso, inclusive organizando caravanas, para receber Jair Bolsonaro no aeroporto de Confins no início de setembro, na breve passagem do político carioca pela capital mineira.
A força do Politicamente Incorreto MG nas redes sociais chama a atenção: só no Facebook, já há mais de 135 mil curtidas na página, que é atualizada diariamente com notícias e materiais próprios do grupo.
“O Politicamente Incorreto se apresenta como uma esperança e uma alternativa no meio dos escombros e ruínas deixadas pelo politicamente correto e que asfixiam nosso povo. É, também, uma plataforma de entendimento entre as diversas tendências nacionais que se juntam sob um mesmo projeto que visa sobreviver ao estado atual de calamidade e à destruição das nossas identidade e sobrevivência enquanto nação e povo”, mostra trecho do “estatuto” do grupo.
Segundo o presidente do Politicamente Incorreto, Jadir Figueiredo, os objetivos do movimento são a “luta contra o marxismo cultural” e a “desconstrução de tudo que a esquerda vem tentando construir no Brasil”: “Nós somos contra toda essa patifaria que a esquerda tem feito na nossa sociedade, destruindo o que, para nós, é sagrado: a nossa base, que é formada por Deus, pátria e família. Isso, para nós, é sagrado”. Sobre pretensões políticas, Figueiredo garante que ocupar espaços nos Poderes, “com certeza”, ajudaria muito o movimento. Mas afirma que, antes de partir para o jogo político, é preciso criar bases sólidas. “Sabemos que, com o aparelhamento do Estado, nós precisamos de pessoas que pensem como nós nos Poderes, mas essa não é a nossa única bandeira”, afirma. Ele confirmou que a sigla que mais se identifica com a ideologia do movimento é o PEN.
Sobre o assunto, o presidente do PEN em Minas, deputado estadual Fred Costa, disse que, até o momento, não tem conhecimento sobre uma possível aliança com o movimento ou sobre futuros candidatos indicados pelo grupo.

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