segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Prefeita usou dinheiro público para mandar matar jornalista

CIDADES - BELO HORIZONTE - MG . PREFEITA DE SANTA LUZIA E PRESA SUSPEITA DE MANDAR MATAR JORNALISTA DO JORNAL O GRITO . NA FOTO PREFEITA ROSELI FERREIRA PIMENTEL DO PSB . FOTO: MOISES SILVA / O TEMPO 7.9.2017

Ela teria desviado cerca de R$ 20 mil dos cofres públicos para mandar matar a vítima
A Polícia Civil esclarece, na tarde desta segunda-feira (11), o assassinato de Maurício Rosa, dono do jornal O Grito, de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. A suspeita de ser a mandante do crime é Roseli Ferreira Pimentel (PSB), prefeita da cidade. Ela teria desviado cerca de R$ 20 mil dos cofres públicos para mandar matar a vítima.
A prisão
Roseli foi presa pela Polícia Civil na manhã da última quinta-feira (7) em casa, no bairro Industrial.  A ordem  de prisão foi expedida pelo desembargador da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Alexandre Victor de Carvalho, após parecer favorável do procurador de justiça Henrique da Cruz German.
Além dela, a polícia cumpriu mandados de prisão preventiva contra David Santos Lima, conhecido pelo apelido de "Nego", Alessandro de Oliveira Souza, o "Leleca", e Gustavo Sérgio Soares Silva, "Gustavim".
"Calma e inocente"
Todos foram encaminhados ao Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) capital. Ao sair do local para fazer o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), Roseli se limitou a dizer que "estava calma e era inocente". Questionada em relação ao que os eleitores poderiam pensar da prisão dela, a política disse que "eles a conhecia e ia confiar na Justiça".
A partir desta segunda, por determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG),  Fernando César de Almeida Nunes Resende Vieira (PRB),até então vice-prefeito), assume a prefeitura.
Relembre o caso
Rosa foi executado no dia 17 de agosto de 2016 com cinco tiros na porta da casa de um amigo, no bairro Frimisa, na mesma cidade.
Ele chegou a ser levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Luzia, e depois levado para o Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Belo Horizonte, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.
O jornal "O Grito" circulou por 27 anos no município, mas teve as atibidades suspensas após a morte do dono. A vítima era separada e deixou uma filha adolescente, atualmente com 15 anos.

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