segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Por reeleição, Pimentel quer contas em dia e já articula apoio de pelo menos oito partidos

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O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), vai para o tudo ou nada nas eleições do ano que vem. Em busca da reeleição, o petista já tem viajado pelo interior do Estado e agora costura alianças políticas em busca de apoio. Além de começar a estruturar a equipe de campanha para o pleito, Pimentel também trabalha com a meta audaciosa de chegar em 2018 com as contas da administração estadual no azul.


Segundo fontes próximas do governador, ouvidas pelo Aparte, a prioridade do PT estadual é, em todas as esferas, reeleger Pimentel. A candidatura se mostra ainda mais importante com o ex-presidente Lula sendo, neste momento, pré-candidato da legenda ao Palácio do Planalto. No entendimento de membros da agremiação, por Minas possuir o segundo maior colégio eleitoral do país, a campanha de Pimentel precisa começar com o pé direito.

Um dos entraves para que isso aconteça é o rombo nas contas públicas, que levou o Estado a, por exemplo, parcelar o salário do funcionalismo. O governador quer terminar este ano com uma dívida menor, o que tem gerado o aumento do número de reuniões com o primeiro escalão. A aposta para o crescimento da receita recai sobre o Refis (programa de refinanciamento de dívidas tributárias de contribuintes) e sobre os fundos imobiliários – já aprovado no primeiro semestre pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Um interlocutor também confidenciou que o petista quer reduzir os gastos da administração estadual colocando em prática uma “economia de guerra”. No entanto, a fonte ressaltou que isso vai ocorrer sem que direitos dos trabalhadores sejam retirados. A expectativa á que essa economia na carne e no cafezinho fique mais clara nos próximos dias. “Não está muito longe de arrumar as contas de Minas”, disse.

Em meio a esse cenário, Pimentel e aliados já estão se reunindo com representantes partidários. O intuito é conseguir o apoio necessário para 2018 o quanto antes. Para isso, têm sido mantidas conversas com pelo menos oito legendas, seja para manter a atual aliança ou para criar novos vínculos. Entre as siglas estão PR, PRB, PHS, PSDC, PROS, PV, PCdoB e Podemos. Em relação ao PMDB, o grupo conta com o apoio da maioria dos representantes da agremiação em Minas, mas que dependem do quadro nacional. Outro atenuante com os peemedebistas é o fato de Pimentel ter rompido com o seu vice e presidente do PMDB de Minas, Antônio Andrade.

Além da tarefa de identificar deputados e partidos que vão estar com Pimentel nas eleições do ano que vem, aliados do governador já estão circulando pelo interior para dialogar com lideranças locais e comunidades. No entendimento da equipe do petista, o primeiro passo é trabalhar com interior, onde ele tem um desempenho melhor. Depois, vai ser a vez da região metropolitana e, por fim, Belo Horizonte.

Conforme um aliado, neste momento, Pimentel tem escolhido com muito cuidado as pessoas que vão formar a linha de frente de sua campanha. Além disso, é dito que elas devem se dedicar totalmente ao novo trabalho. Nessa situação está o secretário de Governo, Odair Cunha, que como o Aparte mostrou, desistiu de tentar a reeleição na Câmara dos Deputados para ser um dos coordenadores da campanha do governador. (Fransciny Alves)
O Tempo

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