terça-feira, 19 de setembro de 2017

Dez pessoas são presas em operação contra o tráfico no Cabana

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Além dos detidos, PM apreendeu quase R$ 100 mil em espécie
Dez pessoas foram presas na manhã desta terça-feira, em uma operação da Polícia Militar (PM) em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais, suspeitas de envolvimento no tráfico de drogas no Cabana, na região Oeste de Belo Horizonte.
As investigações começaram no final de 2015 com o objetivo de apurar as ações da associação criminosa que atuava no bairro. Foram emitidos 15 mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão.
De acordo com a promotora de Justiça do Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Paula Ayres Lima, os suspeitos agiam principalmente no aglomerado do Cabana, mas abasteciam também o tráfico de drogas de outras comunidades da região metropolitana. A participação de cada um dos suspeitos ainda vai ser investigada, mas a suspeita é de que eles atuavam como gerentes e vendedores. Todos os presos têm passagens pela polícia.
"A operação foi feita em um procedimento investigatório criminal que apura a existência de uma associação para o tráfico que atua no bairro Cabana, especialmente no tráfico de drogas e também ligado a armas e alguns homicídios relacionados, mas que não são apurados no procedimento, e as investigações chegaram em um momento que se mostrou oportuna a apreensão de material, de documentos que demonstrassem a ligação entre essas pessoas e a prisão preventiva de todas essas pessoas que são investigadas", afirmou.
Com os presos, foram apreendidas uma arma de fogo e agendas com informações sobre a movimentação e a contabilidade do tráfico de drogas, além de cerca de R$ 100 mil em espécie que foram encontrados na empresa de um dos suspeitos, uma transportadora no bairro Vila Oeste, na região Noroeste da capital. O dinheiro foi localizado com a ajuda da Rocca, as Rondas Ostensivas com Cães, porque estavam cheirando à droga.
Segundo o tenente coronel Antonio Balsa, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, o tráfico de drogas e o uso de armas são frequentes no aglomerado do Cabana e, apesar de todos os presos serem antigos conhecidos da polícia, há dificuldades na prisão dos suspeitos.
"O perfil dos presos é peculiar, que nós chamamos de mãos limpas, porque são pessoas já escoladas no tráfico de drogas, que são abordadas rotineiramente pela PM, mas nunca consegue-se prender nada com eles. Você pode notar que numa operação desse porte nós apreendemos uma arma de fogo e o dinheiro, os R$ 98 mil, porque o foco não era a apreensão de armas nem o tráfico, era retirar essas pessoas que nós já temos informações consistentes que são eles que chefiam boa parte do tráfico de drogas do Cabana", disse o policial.
Além dos 10 presos, cinco pessoas com mandados de prisão em aberto seguem foragidas. As investigações continuam com o objetivo de apurar a participação de cada suspeito e a origem do dinheiro apreendido, que pode estar associado ao tráfico de drogas. Os suspeitos devem ser denunciados pelos crimes de associação para o tráfico e tráfico de drogas. 

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