quinta-feira, 17 de agosto de 2017

PSDB pode abrir mão de candidatura própria para apoiar nome de sigla aliada

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Após comandar Minas Gerais por praticamente 12 anos, o PSDB pode abrir mão de ter candidatura própria ao governo do Estado nas eleições de 2018 para apoiar um nome que faça parte do grupo de partidos aliados. O desgaste por conta dos escândalos de corrupção que envolvem membros da legenda e a falta de um quadro que tenha capacidade de unir várias siglas na busca pela cadeira do Palácio Tiradentes são os motivos que podem levar o partido a tomar essa decisão. As informações foram confirmadas por tucanos ouvidos pelo Aparte.


Assim como outras agremiações, o PSDB espera o Congresso Nacional decidir se o sistema eleitoral do país vai ser alterado, antes de partir definitivamente para as negociações. Mas membros da legenda dizem que neste momento não há um nome que se coloque à disposição para a disputa e consiga aglutinar aliados. O senador Antonio Anastasia é o “candidato dos sonhos” para o cargo, mas, diante da recusa dele, dizem que não há muitas opções.

Outra possibilidade para se ter um cabeça de chapa seria a chegada de um novo quadro ao partido, como o deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB) ou o ex-deputado estadual Dinis Pinheiro (PP) – que está em pré-campanha. Na avaliação de um tucano, é pouco provável que eles migrem para o PSDB, principalmente Pacheco, por conta do desgaste da legenda e porque não ele não teria autonomia sobre os rumos da candidatura.

“É possível que o PSDB não tenha candidatura própria, o que faz parte do jogo. Talvez agora seja hora de apoiar um aliado, como o Pacheco, o que não é estranho para o PSDB, que já fez isso na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte”, conta um tucano.

O deputado federal e presidente do PSDB de Minas, Domingos Sávio, disse que a possibilidade não é totalmente descartada, mas é mais provável que a opção seja pela candidatura própria. O parlamentar ressalta que a decisão vai ser tomada após conversas com os aliados.

“A tendência é de candidatura própria, pois o partido tem um projeto para o Estado, e o momento é oportuno porque vamos fazer uma comparação do que fizemos com o que o PT está fazendo. O PSDB tem excelentes nomes e, entre os partidos de oposição, é o maior de Minas e que está estruturado para fazer campanha em todo o Estado. Além disso, a eleição para governador tem peso para a eleição de presidente, e o PSDB terá candidato à Presidência. É uma análise realista, não vamos impor”, explica.

Ainda segundo o deputado, é certo que até o fim deste ano os tucanos vão definir as pré-candidaturas para já começar a trabalhar o nome escolhido logo no início de 2018. (Fransciny Alves)
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