quinta-feira, 17 de agosto de 2017

COLUNA RAQUEL FARIA DESSA QUINTA-FEIRA MOSTRA OS DOIS CANDIDATOS MAIS FORTES AO SENADO:

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O JORNALISTA DA RECORD CARLOS VIANA E AÉCIO NEVES
VEJA TAMBÉM: O PAÍS ESTÁ SENDO GOVERNADO POR DOIS PRESIDENTES: O DA REPÚBLICA E O DA CÂMARA. E MAIS: MÁRCIO LACERDA BATE BOCA COM OPOSIÇÃO NO PSB

Os mineiros reelegeriam Aécio Neves ao Senado se fossem hoje às urnas segundo a mais recente pesquisa Multidados, feita com 02 mil eleitores de 145 municípios no mês de julho. O senador tucano foi a 1ª opção de 14% dos entrevistados e o 2º voto de outros 17% (são 02 vagas em disputa), ficando com média de 17% das preferências e bem acima de quase todos os rivais. Aécio só perde no levantamento para um não-político: Carlos Viana.
NOVIDADE DA VEZ
O jornalista e apresentador da TV Record se insinua o fenômeno eleitoral da vez no estado. Essa celebridade da mídia mineira, ainda sem partido, lidera as preferências tanto para o 1º voto como para o 2º. Sua média de intenções para senador chega a 22%. Um índice alto no quadro geral: Viana supera em até 04 vezes conhecidos caciques da política.
TURMA DE BAIXO
Fora Aécio e Viana, nenhum postulante ao Senado passa de um dígito na Multidados. Reginaldo Lopes (PT), em terceiro, exibe uma média de 8%. A seguir vem Adaclever Lopes (PMDB) com 6% e Alberto Pinto Coelho (PP) com 5%. Na rabeira correm Weliton Prado (PMB) com 4% e Antônio Andrade (PMDB) com 3%. Outros nomes somam 4% e os não-votantes (brancos/nulos/indecisos) chegam a 36% na pesquisa.
CUSTO TEMER
O déficit nacional saiu de 111 bilhões em 2015, último ano inteiro de Dilma, para os 159 bilhões na nova meta de 2017, primeiro ano inteiro de Temer. Em 18 meses, um salto de 50%. Isso, por enquanto. Nada garante a nova meta fiscal. Estudos técnicos no Senado apontam um déficit potencial superior a 170 bilhões. Por outro lado, com Temer refém da Câmara Federal para barrar novas denúncias da Lava Jato, o governo continua impotente para cortar gastos ou subir impostos, amarrado aos acordos políticos. Não há hoje governabilidade suficiente no Brasil para a prática da responsabilidade fiscal. Mas, dá-se um jeito: Temer tem até o fim do ano para elevar de novo a meta do déficit. E é fácil mudar um número, como se viu esta semana.
CO-PRESIDENTES
O enredo político da nova meta fiscal confirmou que o país está sendo governado por dois presidentes: o da República e o da Câmara. Temer só tomou as decisões que Maia indicou ao governo em viva voz ou através da mídia. Temer fez as escolhas que Maia lhe deu. Era assim ou nada feito no legislativo. O Brasil já teve uma co-presidência assim: foi nos anos 80, com Ulysses Guimarães na Câmara e José Sarney no Planalto.
BARRACO NO PSB
O bicho pegou esta semana no PSB mineiro. Durante reunião da executiva, o pré-candidato a governador e presidente da sigla, Marcio Lacerda, bateu boca com membros do grupo que lhe faz oposição interna, entre eles, Denisson Silva. “O clima esquentou a ponto de Lacerda passar mal e descer as escadas do partido amparado por funcionários”, contou um presente.
TERRA ARRASADA
O bate boca é uma sequela da disputa da direção do diretório de BH, no dia 05, quando o candidato de Lacerda, Gelson Leite, derrotou Denisson e mais dois concorrentes. Na discussão, o ex-prefeito acusou os opositores no PSB de armarem contra ele junto a Kalil, seu sucessor na PBH. E ouviu críticas duras por uma manobra que teria impedido a participação de delegados da oposição na eleição do diretório local. Para o ex-prefeito, ganhar na cidade que governou era fundamental. E ele ganhou. Mas rachando o partido.
PROCURA-SE
Empresários amigos fazem gestões nos meios políticos em busca de um partido para o deputado Rodrigo Pacheco disputar o governo de Minas. Há preferência por legenda menor que o PMDB, atual partido do deputado. Pacheco ganhou projeção como presidente da CCJ da Câmara Federal na votação da denuncia contra Temer. Mas saiu do episódio muito desgastado por ter ficado no muro, não apoiando o presidente do seu próprio partido

Raquel Faria Facebook

Câmara dos Deputados promove degustação de queijos mineiros

Evento foi articulado pelo presidente interino Fábio Ramalho (PMDB) e terá a participação do governador Fernando Pimentel (PT)