terça-feira, 18 de julho de 2017

Publicitário Marcos Valério deixa presídio e é transferido para a Apac

Marcos Valério

Condenado a 37 anos de prisão, ele estava até então na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte
Foi transferido na noite desta segunda-feira (17) para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza. Ele foi condenado a 37 anos e cinco meses de prisão pelo envolvimento no escândalo do mensalão, esquema de compra de votos de parlamentares que ocorreu durante o primeiro mandato do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
A reportagem de O TEMPO conversou com o advogado do publicitário, Jean Kobayashi Junior, que explicou que o pedido para a transferência foi feito já há bastante tempo. "Foi apreciado agora pelo magistrado, que deferiu o pedido pelo fato dele preencher todos os requisitos legais para ser concedido. Um deles é que sua atual esposa mora e estuda em Sete Lagoas. Nada mais que direito, como todos os corréus do mensalão do PT tiveram esse benefício, ele teve agora após quatro anos na penitenciária máxima", explicou. 
A Apac é uma entidade civil de direito privado vinculada ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Ela busca uma forma alternativa de cumprimento da pena, sendo dedicada à recuperação e reintegração social dos condenados. Nestas unidades, o próprios presos cuidam do ambiente, alguns têm até a chave da porta, e os agentes não andam armados. 
Valério está detido desde novembro de 2013 na Penitenciária Nelson Hungria, que fica localizada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Antes mesmo de alcançar os 4 anos de pena, deixou a unidade prisional comum e, apesar da transferência para a Apac, em seu atestado de pena está previsto o acesso ao semi-aberto já em fevereiro de 2018. 
Delação
O publicitário vem negociando uma delação premiada há algum tempo. Após negativa do Ministério Público Federal (MPF) sobre a colaboração, os advogados de Marcos Valério procuraram então a Polícia Federal (PF). 
Kobayashi explica que a corporação se mostrou interessada, mas que exigem provas. "Estamos juntando as provas, os documentos, para fazer um dossiê e entregar para a PF e, após a análise deles, sentarmos novamente para arguirmos se vai ser aceita ou não pela corporação", afirma o advogado.
Atualizada às 08h42

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