segunda-feira, 17 de julho de 2017

Operação prende dois ex-prefeitos de Esmeraldas por corrupção

operação esmeraldas

Ao todo, 11 pessoas foram detidas e outras quatro conduzidas coercitivamente, entre ex-secretários e assessores da prefeitura, vereadores e familiares de parlamentares, e três empresários de Brumadinho
Onze pessoas, entre elas dois ex-prefeitos de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, foram presas na manhã desta segunda-feira (17) durante uma operação Pitolomeu, que combate a fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva e formação de organização criminosa. A operação conjunta da Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também acontece em Contagem e Brumadinho, ambas também na grande BH. 
A reportagem de O TEMPO está na cidade acompanhando os trabalhos policiais. As informações iniciais dão conta que, além das 11 prisões, também são cumpridos quatro mandados de condução coercitiva e 27 de busca e apreensão. Foram detidos os ex-prefeitos Luís Flávio Malta Leroy (PSD) e Glacialdo de Souza Ferreira (PT).
Ao todo, participaram da operação 24 delegados, dois promotores, sete oficiais de Justiça e 181 investigadores da PC. Até o momento já foram apreendidos mais de dez carros de luxo, grande quantia em dinheiro, cofres, computadores, joias, entre outros produtos. O material ainda é contabilizado. 
FOTO: ALEX DE JESUS / O TEMPO
OPERAÇÃO ESMERALDAS
Carros de luxo, cofres, dinheiro e joias foram apreendidos
Além dos dois ex-prefeitos, estão entre os outros presos e conduzidos coercitivamente o ex-assessor da prefeitura, Vander Marçal; o filho do vereador Marcelo Palhares (PV), Marcelinho Banha; os ex-secretários de obras, Bruno Jardim e Silvio Lúcio; a mulher do ex-prefeito Glacialdo, Michelle Ferreira; os ex-secretários de educação Jane Fátima, Lilian Lessa e Marcelo Palhares; o vereador Marcos Vinicius (PHS); e os três empresários de Brumadinho Emilson Custódio Melo Barcelos, Adenir Vicente Cândido e Jeci Cândido. Também foi levado para a delegacia o empresário Joubert Caran Amorim Junior, que seria um laranja do esquema. 
Na delegacia, Flávio Ferreira, que é irmão do ex-prefeito petista, defendeu o familiar. "Ainda é tudo muito novo, mas meu irmão é inocente", garantiu. 
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