quarta-feira, 26 de julho de 2017

Mentor e 'olheiro' do roubo com mortes em Santa Margarida são presos

Três suspeitos de matarem policial em Santa Margarida são presos

Dupla foi alvo de uma operação desencadeada na manhã desta terça-feira (26) por delegacias de nove cidades mineiras
Uma operação desencadeada na manhã desta quarta-feira (26) pela Polícia Civil (PC) conseguiu prender dois novos integrantes da quadrilha responsável pelo roubo a bancos de Santa Margarida, na Zona da Mata, que terminou com um policial militar e um segurança de uma agência mortos, no início deste mês. Entre os detidos estão o mentor e líder da organização criminosa e um suspeito que fez a função de "olheiro", observando a rotina do município de pouco mais de 16 mil habitantes.
O TEMPO conversou com o delegado Felipe Ornelas, da delegacia de Matipó, que contou que, desde a prisão dos quatro suspeitos que atuaram diretamente da ação cinematográfica, teve início uma investigação que foi coordenada por ele, mas contou com a participação das corporações de Abre Campo, Santa Margarida, Manhuaçu, Espera Feliz, Divino, Tombos, Carangola e Muriaé.
"Conseguimos identificar o chefe da ação, que já era monitorado e, agora, por meio dos celulares, conseguimos provar a participação dele como mentor. O nome dele é Ademar José Pedrosa, que era conhecido como Cazel e, entre os membros da quadrilha, era chamado de 'Seu Zé'. Prendemos ele hoje (quarta) pela manhã na casa dele, em uma fazenda na cidade de Fervedouro", contou.
FOTO: PC / DIVULGAÇÃO
líder santa margarida
Líder da quadrilha era conhecido como "Seu Zé" pelos comparsas
Foi constatado que, no dia do assalto aos bancos, o líder do bando também estava na cidade, em um Gol prata, dando apoio logístico aos comparsas. Na ocasião, ele teria saído sem levantar qualquer suspeita juntamente com a caminhonete usada para levar o dinheiro, onde estavam dois reféns e os quatro homens presos. "Ele planejou, organizou tudo no dia do crime. Ninguém agia sem a autorização dele", afirmou o delegado.
Além dele, também foi preso Marcos Henrique, conhecido como "Curupira". Conforme Ornelas, o homem fez os levantamentos do local, agindo como olheiro da organização criminosa. "Ele foi quem fez o levantamento das características da cidade, atento a detalhes, como quantos policiais ficam de plantão", disse o policial.
Durante a operação, ainda foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em casas de pessoas ligadas à quadrilha, recolhendo documentos e materiais que servirão para a análise. Entre os alvos, estava o escritório do advogado dos bandidos, que é pode estar envolvido nos crimes. Armas de fogo e outros materiais ilegais não foram apreendidos.
Bando fez mais de 15 crimes semelhantes
Ainda de acordo com o delegado Felipe Ornelas, os suspeitos que já haviam sido presos no dia do assalto que terminou com o militar e o vigia mortos confessaram ter envolvimento em diversos outros crimes.
"Eles participaram de mais de 15 crimes semelhantes em Minas. Para se ter ideia, só mais recente teve outro roubo em Santa Margarida no ano passado, outros em Fervedouro, Divino, Piedade de Ponte Nova e Barra Longa, que foi alvo três dias antes do crime que terminou com duas mortes", lembra o policial. 
O crime 
O crime aconteceu na manhã de segunda-feira (10), quando por volta das 9h um bando de oito homens fortemente armados invadiu a cidade de cerca de 16 mil moradores em uma caminhonete. Eles chegaram na porta de uma agência do banco do Brasil atirando, acertando um dos três vigias que faziam a segurança no local.
Com os barulhos dos tiros, os militares foram acionados e, quando chegaram na porta do imóvel, também foram recebidos a tiros. Um dos policiais levou um tiro na cabeça. O cabo Marcos Marques da Silva, lotado no 12ª RPM de Ipatinga, no Vale do Aço, e o vigilante foram encaminhados ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos. 
Segundo a Polícia Militar (PM), os criminosos estavam com armas calibre .12 e fuzis. Os bandidos levaram dois reféns - um vigilante que acabou sendo baleado e morto. O sobrinho do vigilante também foi levado como refém e depois liberado no fim da rua da cidade.

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