sexta-feira, 7 de julho de 2017

Homem é preso por venda ilegal de passagens de ônibus no centro de BH

golpe onibus

A passagem era vendida por R$ 3,75, enquanto nas bilheterias do Move o preço praticado é R$ 4,05
A Polícia Civil de Belo Horizonte divulgou em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (7) a prisão de um homem suspeito de venda ilegal de passagens de ônibus, no centro de Belo Horizonte. Com ele foram apreendidos 249 cartões BHbus e Ótimo. A passagem era vendida por R$ 3,75, enquanto nas bilheterias do Move o preço praticado é R$ 4,05.
Essa prisão é o inicio de uma investigação que começou há um mês no combate a este tipo de golpe na região. O suspeito de 45 anos foi preso em flagrante, na última quarta-feira (5). Ele é suspeito de estelionato e receptação qualificada e foi preso na loja Estação do Disco, que ele usava como fachada há 5 anos, localizada na Praça da Estação, no centro da capital mineira.
De acordo com investigações, no local funcionava um esquema criminoso de venda ilegal de passagens do transporte público urbano. A loja foi fechada pela polícia. Segundo o delegado Rodrigo Damião, os titulares de cartão BHBus e Ótimo deixavam os vale-transportes com o homem na loja que descarregavam-os na catraca do MOVE e em até 20 dias os donos dos cartões voltavam e recebiam 45% do valor em dinheiro do crédito que tinha no cartão.
FOTO: MARIA LUCIA / WEB REPÓRTER
golpe cartão onibus
Suspeito espalhava cartazes e adquiria os créditos dos cartões
"Outros usuários do transporte público também procuravam pelo suspeito e pagavam a passagem no valor mais barato. Ele, então, ia com o usuário até a catraca, passava o cartão e retornava para a loja", explica.
Ainda segundo o delegado o suspeito pode pegar até 10 anos de prisão pelos crimes de receptação qualificada e estelionato. O trabalhador que faz este tipo de prática também pode ser enquadrado no crime de receptação simples.
"O crédito que está no cartão de vale-transporte do empregador, portanto, o empregado precisa saber que o uso indevido do valor é ilegal e pode dar demissão em justa causa", alerta. A investigação ainda está em andamento e outros pontos do centro de BH estão na mira da Polícia Civil.

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