sexta-feira, 2 de junho de 2017

(TÍTULO TENDENCIOSO) PM mata homem em briga de trânsito e diz que suspeitou de assalto

briga de trânsito

O crime foi cometido na avenida Teresa Cristina e, segundo testemunhas, foi causada por uma discussão; na versão do policial de 48 anos, ele foi fechado e, por acreditar que se tratava de um assalto, efetuou um disparo
Uma discussão de trânsito pode ter sido a motivação para um assassinato de um homem de 48 anos ocorrido na manhã desta sexta-feira (2) na avenida Teresa Cristina, no bairro Calafate, na região Oeste de Belo Horizonte. A briga envolveu um policial militar que, em sua versão, disse ter sido fechado por uma caminhonete e, por achar que seria assaltado, efetuou um disparo. 
Segundo as informações repassadas pelo  major Flávio Santiago, chefe da sala de imprensa da PM,  a corporação foi acionada por volta das 9h para atender o homicídio. "Trata-se de um primeiro sargento de 48 anos que atua na sala de operações do batalhão de Choque, que fica na Gameleira. Ele afirma que estava na via junto com sua esposa quando foi fechado por uma caminhonete Ford Ranger. Acreditando tratar de um assalto, ele desceu do seu Volkswagen Polo e efetuou um único disparo", afirma o policial. 
Ainda na versão do militar, como havia outra pessoa na caminhonete e ele acreditar que outro veículo estivesse dando cobertura para os supostos assaltantes, ele saiu do local do crime, deixou a mulher em casa e se apresentou no batalhão em que trabalha. O disparo efetuado atingiu Anderson Cardoso Inácio, de 48 anos, no pescoço. O policial suspeito estava fora de serviço e sua arma, uma pistola calibre 7.65 de uso particular, foi apreendida. Nenhuma outra arma foi localizada no carro da vítima. 
"Na caminhonete tinha uma pessoa, que relata que só houve um disparo. As testemunhas afirmam que presenciaram uma briga antes, mas o militar e a esposa não falam em discussão", completou o major Santiago. O suspeito, que está há 27 anos na corporação, cumpriu pena de 1998 até 2000 por um homicídio ocorrido na cidade de Cruzília, no Sul de Minas. Na época, ele também estava a paisana na hora do crime. 
"A PM acompanha o caso, apesar de não se tratar de um crime militar, uma vez que ele não estava em serviço. A apuração ficará a cargo da Polícia Civil", finalizou o porta-voz da PM. 
O bombeiro hidráulico Paulo Pereira de Oliveira, de 42 anos, estava no carro com a vítima no momento do disparo. "Eu estava entretido brincando com a cachorrinha, de cabeça baixa. Quando paramos no sinal, o cara desceu e falou: 'se é isso que você quer, toma'", contou. Logo depois, Oliveira escutou o tiro, viu o patrão sangrando e pediu socorro. Ele disse que, antes do disparo, não percebeu nenhum tipo de discussão. 
Vítima tinha temperamento tranquilo
Anderson Cardoso Inácio era mestre de obras e morava no bairro Califórnia com a mulher, com quem era casado há 7 anos. Ele deixa dois filhos do primeiro casamento. Segundo o sogro de Inácio, o tenente reformado da PM José Honorato, de 80 anos, ele saiu de casa para levar a cachorrinha da família ao veterinário, ia deixá-la em casa e seguiria para o trabalho, na avenida Cristiano Machado. Ele trabalhava numa obra na região há 12 dias. Segundo Honorato, o genro "nunca foi de briga com ninguém".
"Eu trabalhei 30 anos passando por perigo e nunca fiz uma imbecilidade dessa', disse o sogro da vítima. A mulher de Inácio é professora e estava trabalhando no momento do crime.
Atualizada às 13h38.

Adalclever rejeita impeachment de Fernando Pimentel

Pedido foi feito pelo advogado Mariel Marra, que também tenta derrubar Temer