quarta-feira, 7 de junho de 2017

Operação prende quadrilha que clonava carros roubados

Suspeito é foragido da Furtos e Roubos de Contagem

A operação Dupla Face visava cumprir 15 mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça estadual
Onze pessoas foram presas, na manhã desta terça-feira (07), em uma operação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) com a Polícia Militar com o intuito de desarticular um esquema de clonagem de veículos automotores. A operação Dupla Face visava cumprir 15 mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Minas Gerais.
De acordo com o MPMG, foram seis meses de investigação que tiveram início por causa do aumento descontrolado dos roubos e furtos de veículos em Belo Horizonte e região metropolitana da capital e também  por causa da descoberta de uma organização criminosa responsável pela clonagem de grande quantidade dos automóveis roubados. Somente neste ano, segundo o MP, eles teriam clonado mais de 100 veículos. 
“A fraude, decorrente da prática de vários delitos, consiste na duplicação das placas de um carro que tem as mesmas características – como modelo, cor e ano de fabricação – , para utilização em outro, produto de crime. Depois de adulterada a numeração do chassi e dos vidros, as etiquetas identificadoras, as placas, o lacre de segurança e a documentação de uso obrigatório, os veículos, com aparente legalidade, eram comercializados para terceiros, criminosos ou não. Com a placa clonada, alguns desses veículos eram utilizados por outros grupos, sem levantar suspeita, para cometer crimes patrimoniais, tráfico de drogas e comércio de armas de fogo”, escreveu o MPMG.
Com isso se torna mais difícil a identificação e localização de veículos que são usados para cometer outros crimes. “No caso de eventual apreensão do dublê, o prejuízo econômico para as quadrilhas é muito menor, em razão dos valores desse tipo de veículo que, no comércio clandestino custa, em média, R$ 6 mil”, informa o MP.
As investigações demonstraram que a organização criminosa tem estrutura hierarquizada com vários integrantes encarregados de diferentes tarefas como subtração, guarda, adulteração de sinais identificadores, fornecimento de placas, selos, documentação falsa e distribuição dos veículos clonados na capital e em cidades do interior de Minas e da Bahia.
“No curso das investigações foram localizados e apreendidos pela Polícia Civil vários dos veículos subtraídos e adulterados pela organização criminosa. Em Belo Horizonte foram apreendidos dois veículos clonados - sendo um caminhão baú -, dois veículos roubados ainda não adulterados, outros três com fortes indícios de adulteração, uma arma de fogo e munições. Outro veículo clonado foi apreendido em Peçanha, também em Minas Gerais. Em Santo Antônio do Jacinto, na divisa de Minas com a Bahia, foram apreendidos 10 veículos clonados”, escreveu o MP.