quarta-feira, 7 de junho de 2017

Mulher que matou grávida para roubar bebê é condenada a 34 anos

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O crime aconteceu em junho de 2015 na cidade mineira da Zona da Mata e causou comoção em todo o Estado
Aos 34 anos, Gilmária Silva Patrocínio, que assassinou uma jovem grávida e arrancou o bebê de sua barriga em 2015, na cidade de Ponte Nova, na Zona da Mata, foi condenada a passar na cadeia o mesmo tempo que tem de vida. A Justiça do município mineiro definiu, nesta terça-feira (6), que a acusada deveria cumprir, inicialmente em regime fechado, 34 anos, um mês e 23 dias de prisão.
O corpo de Patrícia Xavier da Silva, que na época tinha 21 anos, foi encontrado no dia 30 de junho perto de uma caixa d´água, no bairro Vale Verde, que faz ligação à zona rural da cidade, afastado do centro. O caso causou grande repercussão na população na época. Neste terça, o júri popular comandado pela juíza Dayse Baltazar, da 1ª Vara Criminal e da Infância e Juventude de Ponte Nova, durou cerca de 10 horas. 
A pena de Gilmária é pelo crime de homicídio com quatro qualificadores, sendo eles motivo torpe, mediante dissimulação, com o objetivo de assegurar a execução de outro crime e, também, com emprego de meio cruel (a criança foi arrancada com a vítima ainda viva). A ré também foi condenada por ocultação de cadáver, por dar parto alheio como próprio, subtração de incapaz e por colocar em perigo a vida ou a saúde de outras pessoas. 
A suspeita já se encontrava presa no Complexo Penitenciário de Ponte Nova, onde deverá continuar detida. 
Relembre
No dia 26 de junho, Patrícia, aos 9 meses de gestação, saiu de sua casa por volta de 7h30 no bairro Cidade Nova para ir ao hospital Nossa Senhora das Dores, no centro de Ponte Nova. Ela foi vista entrando e saindo sozinha do local, mas depois disso, não havia sido mais localizada. A família então registrou queixa sobre o seu desaparecimento. Aquela seria a última consulta de pré-natal antes de Patrícia ter o bebê, um menino.
No dia 30, o corpo de Patrícia foi encontrado perto de uma caixa d´água, no bairro Vale Verde, um bairro de ligação à zona rural da cidade, afastado do centro. Perto do local, havia uma lavanderia abandonada onde foram encontrados restos de comida, cobertor, um papelão, e outros indícios de que a vítima havia sido mantida em cativeiro antes de ser assassinada.
O corpo estava com a boca amordaçada com uma fita adesiva, mãos e pés amarrados, um corte no pescoço e outro grande corte na barriga, semelhante a uma cesária. O bebê havia sido retirado do ventre da mãe.
Duas testemunhas viram uma mulher com as características de Gilmária junto com Patrícia nas proximidades da Fazenda Estiva, no dia do crime. A Polícia Civil apurou que, no dia 26, uma mulher deu entrada no hospital da cidade dizendo que havia acabado de dar à luza um filho. Porém, um médico da unidade de saúde constatou que seria impossível que ela tivesse acabado de ter um filho.
Juntando o fato de que a mulher era uma falsa grávida e que uma verdadeira grávida havia desaparecido no mesmo dia na cidade, a polícia concluiu que se tratava da principal suspeita do crime.
Já na manhã do dia 1º de julho, a polícia prendeu três suspeitos do crime, inclusive Gilmária, que confessou a autoria do crime e o motivo: queria ficar com o bebê. Os outros detidos, entre eles um andarilho, mas o inquérito da Polícia Civil acabou concluindo que a mulher agiu sozinha. 

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