segunda-feira, 19 de junho de 2017

Em cinco meses, Segov (Secretaria de Estado de Governo) gasta R$ 242 mil em diárias, valor maior do que nos anos anteriores

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A Secretaria de Estado de Governo (Segov) gastou, só nos primeiros cinco meses deste ano, mais de R$ 242 mil com diárias de seus servidores. O valor é bem superior ao que a pasta usou nos anos de 2015 e 2016 para custear despesas de funcionários em viagens oficiais. No primeiro ano do governo petista, a Segov gastou R$ 90,6 mil. No ano passado, foram quase R$ 123 mil em diárias. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).


Para explicar o aumento, o órgão informou que o desembolso com diárias no período de janeiro a maio deste ano foi devido à incorporação da Subsecretaria de Cerimonial e Eventos e da Assessoria de Relações Internacionais na estrutura da Segov, setores que antes eram vinculados à Secretaria Geral da Governadoria. “As mudanças foram empreendidas a partir da reforma administrativa e, portanto, não representam um aumento de gastos, apenas uma transferência de pessoal e Orçamento”, complementa a nota enviada à reportagem de O TEMPO.

Também integra o organograma da Segov, chefiada pelo deputado federal licenciado Odair Cunha (PT), a Subsecretaria de Comunicação. Juntas, as equipes de imprensa, cerimonial e eventos acompanham o governador Fernando Pimentel (PT) nas agendas oficiais pelos municípios mineiros.

Até o último dia 13, o chefe do Executivo já havia realizado pelo menos 26 viagens pelo interior do Estado, sendo que, em cada uma, o governador mobilizou entre 20 e 40 assessores de diferentes áreas. O valor das diárias está relacionado ao salário de cada assessor, mas varia entre R$ 150 e R$ 350. Ao final de cada ano, um assessor com cargo maior pode receber entre R$ 4.000 e R$ 7.000. Para os cargos comissionados, não é necessária a apresentação de comprovantes de gastos com hospedagem e alimentação.

Se Fernando Pimentel mantiver essa média de viagens, tudo indica que as despesas com as diárias de assessores devem saltar ainda mais até o fim do ano. E o mais provável é que a agenda fora de Belo Horizonte se intensifique ainda mais a partir do segundo semestre, de acordo com interlocutores do governo. Com a proximidade do ano eleitoral, a estratégia do petista para conseguir a reeleição em 2018 é manter as sucessivas visitas às cidades, com inaugurações e entregas de equipamentos. Um afago para o eleitorado do interior de Minas.

Em 2015, após tomar posse, Pimentel viajou pelo menos 40 vezes para agendas longe da capital, sendo 32 para o interior mineiro. No primeiro ano de sua gestão, as agendas por Minas foram intensas por causa da implantação dos Fóruns Regionais, uma das principais bandeiras do governador durante a campanha eleitoral. Nesse período, além dos R$ 90,6 mil gastos pela Secretaria de Governo com as diárias, a Secretaria Geral da Governadoria usou R$ 308 mil para essa despesa, segundo o Portal da Transparência do Governo de Minas. Durante todo o ano passado, o governador fez 28 viagens, tendo sido 25 por municípios mineiros. Em 2016, além dos R$ 123 mil executados com as diárias dos assessores da Segov, outros R$ 108 mil foram custeados pela Secretaria Geral.

Entre as viagens oficiais de Pimentel em 2015, duas foram para o exterior: Portugal e Itália. Naquele ano, segundo o Portal da Transparência, R$ 9.400 foram gastos nas diárias do próprio governador. No ano passado, o petista incluiu na agenda Uruguai e novamente Portugal. O gasto, no entanto, foi de R$ 2.600, menor que o ano anterior. Neste ano, Pimentel ainda não fez nenhuma viagem ao exterior. (Angélica Diniz)

Aparte/ O tempo

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