terça-feira, 6 de junho de 2017

Criminosos que mataram policial após assalto a agência dos Correios são condenados

O latrocínio ( roubo seguido de morte ) aconteceu em setembro de 2015 em Lassance, na Região Norte de Minas Gerais. Três homens foram presos
Os três criminosos que mataram um policial civil durante um assalto a uma agência dos Correios em Lassance, na Região Norte de Minas Gerais, foram condenados pela Justiça. O latrocínio – roubo seguido de morte – aconteceu em setembro de 2015. Os homens chegaram a ser rendidos pelo escrivão Ghivelder Márcio Soares, mas ele acabou morto pelas costas. Marcos Junio de Souza Coelho, Edicarlos Alves Souza e Nivaldo Domingos da Silva, foram sentenciados, juntos, a mais de 60 anos de prisão.

O crime aconteceu em 23 de setembro no centro de Lassance. A quadrilha que atuava em Várzea da Palma decidiu assaltar a agência na cidade vizinha. No início da tarde daquele dia, Marcos e Nivaldo desceram do veículo e entraram no imóvel. Com revólveres calibre 38, anunciaram o assalto. Uma funcionária foi rendida e R$ 12 mil foram levados.

A dupla saiu da agência e foram em direção do carro, onde Edicarlos já os esperavam para fugir. O escrivão da Polícia Civil Ghivelder Márcio Soares presenciou o crime e foi tentar impedir a fuga dos criminosos. Ele pegou uma espingarda em uma delegacia localizada em frente aos Correios e abordou Edicarlos. Porém, acabou surpreendido por Nivaldo, que sacou o revólver e atirou três vezes pelas costas do policial.

Em seguida, os três criminosos fugiram e seguiram até uma balsa, onde abandonaram o carro e fugiram para Várzea da Palma. Nivaldo entrou em um matagal e foi resgatado por membros da quadrilha. Todos foram identificados nas investigações e presos. A arma utilizada no crime também foi apreendida pela Polícia Civil.

Julgamento

Ao serem interrogados, Nivaldo e Marcos Junio negaram o crime. Já Edicarlos admitiu ter conduzido os dois comparsas de Várzea da Palma para Lassance, apesar de não identificá-los. Porém, o juiz considerou que eles são culpados. “É certo que a condução do veículo ocorreu já de forma deliberada para a prática do crime, pelo que tinha conhecimento e anuiu em dar cobertura aos comparsas, assumindo, inclusive, o risco do efeito mais grave (morte), que acabou se consumando. Isso porque o referido réu tinha conhecimento do uso da arma de fogo pelos outros dois corréus, que já entraram na agência dos Correios com as armas em punho, conforme relato das testemunhas. Ademais, deflagrada a ação criminosa na agência, a despeito da saída súbita dos demais transeuntes e clientes, ele permaneceu na porta da agência, aguardando os corréus, quando foi abordado pela vítima Ghivelder", diz a sentença.

O juz decidiu condenar Marcos Junio a 33 anos e 10 meses de reclusão, Edicarlos e Nivaldo Domingos da Silva, a 27 anos e cinco meses de reclusão cada um, em regime fechado.

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