quinta-feira, 1 de junho de 2017

Câmara chama de volta corregedor que ‘incomodou’ políticos em Minas Gerais

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Após dois anos e meio de intensas fiscalizações nos órgãos públicos mineiros, a Controladoria Geral do Estado (CGE) deverá perder um de seus principais quadros técnicos no combate à corrupção em Minas.
O atual corregedor geral do Estado, Rafael Amorim, terá de retornar a Brasília ainda este mês para exercer sua função de origem – a de consultor legislativo na Câmara dos Deputados – por decisão do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (PMDB-RJ). Amorim estava cedido à CGE desde o início de 2015. Antes, ocupava o cargo de auditor federal de finanças e controle na Controladoria Geral da União (CGU).
No dia 28 de abril, o “Diário Oficial da União” publicou a renovação da cessão de Rafael Amorim à CGE por mais um ano, solicitada pelo governador Fernando Pimentel (PT). A reviravolta aconteceu menos de um mês depois, em 17 de maio, quando o presidente da Câmara revogou a permanência do corregedor no órgão, determinando sua volta em 30 dias.
A decisão de Rodrigo Maia pegou os membros da CGE de surpresa, ainda mais pelo motivo que se ventilou nos bastidores. Segundo um interlocutor da Câmara, deputados federais mineiros, insatisfeitos com as investigações conduzidas pelo corregedor no Estado, teriam pedido ao presidente do Legislativo o retorno do técnico a Brasília. Rafael Amorim foi procurado pela reportagem, mas não quis se manifestar sobre o caso.
Fontes ligadas à CGE confirmaram que os trabalhos do órgão corregedor têm incomodado muita gente em Minas. De acordo com dados da própria CGE, encontrados no Portal da Transparência, até 2014, 88% das investigações diziam respeito à Secretaria de Educação, em casos que envolviam professores por abandono ou acúmulo de serviço. “Hoje, 93% dos processos peitam diversos órgãos e entidades do Estado. Estamos apurando casos complexos, mais relevantes, que envolvem casos de corrupção mais graves”, explicou a fonte.
Por meio da Lei de Acesso à Informação, O TEMPO também apurou que 33 empresas que participaram de licitações ou têm contratos com o Estado estão sob investigação da CGE. Só este ano, 55 servidores estaduais foram expulsos por conduções ilícitas. Um dos casos mais notórios foi a investigação contra a Fundação Hidroex, ainda do governo tucano. (Angélica Diniz)

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