quarta-feira, 19 de abril de 2017

Deputado pede ao Ministério Público de Minas investigação sobre conduta de Aécio em obra

Aécio é alvo de pedido de cinco inquéritos no STF
O primeiro secretário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Rogério Correia (PT), pediu ao Ministério Público de Minas Gerais (MP) que reabra uma investigação para apurar fraude na licitação e pagamento de propina ao senador Aécio Neves (PSDB) na obra de construção da Cidade Administrativa.

O ofício do deputado, endereçado ao promotor Júlio César Luciano, Coordenador da 17ª Promotoria do Patrimônio Público, solicita o desarquivamento de um inquérito que foi concluído em julho de 2014. Na ocasião,o Ministério Público mineiro não viu indícios de fraude.
Em Minas, o pedido é para que se apure se houve improbidade administrativa por parte do senador, quando ocupou o cargo de governador. Como tem foro privilegiado, as investigações criminais estão a cargo do Supremo Tribunal Federal. Aécio é  alvo de cinco pedidos de inquérito.
“Saliento que é incompreensível um inquérito de tamanha gravidade ter sido arquivado após 7 anos de sua instauração, sem que seja oferecida à sociedade qualquer satisfação”, afirmou o deputado no documento entregue ao MP.
Em delação premiada, o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedito Júnior, e o ex-superintendente da empresa em Minas, Sérgio Neves, relataram o pagamento de propina de R$ 5,2 milhões ao senador pela obra da Cidade Administrativa.
Eles informaram que o operador financeiro do senador era o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, Oswaldo Borges da Costa Filho. Conforme os delatores, a propina chegou a 3% do valor do contrato, o que daria algo em torno de R$ 5,2 milhões.
“Esclareço que a referida solicitação faz-se necessária devido aos surgimento de novas provas que aparecem através das delações”, diz o deputado Rogério Correia.
O Ministério Público foi procurado, mas ainda não respondeu ao pedido de informações. A defesa de Oswaldo Borges não foi encontrada.   
Confira íntegra da nota do PSDB, enviada após pedido de manifestação do senador Aécio Neves.
"Nenhum delator em nenhum momento falou em pagamento de propina ao senador Aécio Neves. Pelo contrário. Em sua delação, Marcelo Odebrecht foi claro ao afirmar que as doações feitas ao senador Aécio nunca envolveram qualquer tipo de contrapartida. Trata-se de mais um factoide criado pelo deputado petista para tirar o foco das denúncias de corrupção envolvendo o governador Fernando Pimentel, entre diversos petistas. O edital da licitação da Cidade Administrativa foi previamente apresentado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas e a obra foi auditada em tempo real por empresa independente sem que nenhuma irregularidade tenha sido identificada. O desenrolar das investigações vai demonstrar a correção de todos os procedimentos. Deputados do PSDB estudam pedir abertura de investigação específica sobre a denúncia feita por seis delatores da Odebrecht de que o governador Pimentel recebeu propina de R$ 13,5 milhões em troca da liberação de recursos federais para projetos da Odebrecht que estavam sob análise da Câmara de Comércio Exterior (Camex). À época, Pimentel presidia a Camex como ministro de Dilma Rousseff".

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