segunda-feira, 24 de abril de 2017

Carolina Pimentel é indiciada pela PF na Operação Acrônimo

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Além da mulher do governador Fernando Pimentel (PT), também foram indiciados os secretários da Casa Civil e do Planejamento e dois executivos
A Polícia Federal (PF) indiciou Carolina Pimentel, mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), na Operação Acrônimo. Além da primeira-dama, também foram acusados pela corporação os secretários da Casa Civil, Marco Antonio Teixeira, e do Planejamento, Helvécio Magalhães, e dois executivos envolvidos na denúncia. As informações exclusivas foram divulgadas nesta segunda-feira (24) pela Coluna do Estadão. 
Ainda conforme a publicação, Carolina foi indiciada por sua participação em corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Já os executivos Antonio Maciel, ex-presidente da Caoa, e o presidente do grupo Aliança, Elon Gome, são acusados pelos crimes de falsidade ideológica e crime eleitoral, sendo que as duas empresas em si não foram denunciadas. 
A Coluna do Estadão apurou ainda que o publicitário Vitor Nicolado, que seria o homem de confiança do empresário Benedito de Olveira, o Bené, que é próximo do governador mineiro. "O indiciamento não significa culpa provada, mas certeza da autoridade policial de que há fatos para denúncia e processo. A denúncia cabe ao Ministério Público, que pode aceitar ou não a conclusão do inquérito policial", afirma a coluna do jornal de São Paulo.
A reportagem de O TEMPO entrou em contato com o criminalista Pierpaolo Bottini, que até então seria o advogado de Carolina Pimentel, porém, ele informou que agora a primeira-dama é representada por Tiago Bouza, outro advogado que não atendeu às ligações da reportagem. Entretanto, à coluna do Estadão, Bottini afirmou que "como é de costume na Operação Acrônimo, a defesa ainda não teve acesso aos autos e, por isso, está impossibilitada de comentar o fato”.
Já a assessoria de imprensa da Secretaria de Planejamento (Seplag) informou, por meio de nota, que o secretário Helvécio Magalhães tomou conhecimento do fato pela imprensa. "Nunca lhe foram pedidas informações sobre esse processo, bem como jamais realizada qualquer oitiva por parte da Polícia Federal. O secretário só irá comentar o assunto quando tiver acesso aos autos do processo", conclui o texto.
Uma nota de posicionamento também foi repassada à reportagem pela assessoria da Secretaria da Casa Civil, informando apenas que o secretário Marco Antônio de Rezende Teixeira "só irá se manifestar após ter acesso aos autos da investigação". 
Ainda para a Coluna do Estadão, o advogado Eduardo Toledo, que defende o presidente da Aliança, Elson Gomes, afirmou que o processo está sob segredo de Justiça, "o que implica que qualquer manifestação será, como de fato está ocorrendo, no âmbito da Justiça”. O grupo Aliança informou apenas que não comentaria "por não ser parte do caso". O executivo Antonio Maciel não foi localizado pela coluna do jornal paulista. 
A Operação Acrônimo
A denúncia contra Pimentel foi apresentada em maio do ano passado pela Procuradoria-Geral República (PGR) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela se baseia nas investigações da Polícia Federal (PF) no âmbito da operação Acrônimo, instaurada para apurar esquemas ilegais que teriam beneficiado o governador na campanha eleitoral de 2014. Segundo a PF, empresas teriam pago vantagens ilegais durante o período em que Pimentel comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, entre 2011 e 2014.
Em outubro, o STJ decidiu encaminhar a denúncia contra o governador à Assembleia Legislativa após a maioria dos ministros entender que é necessária autorização prévia do Legislativo local para dar prosseguimento ao processo.
O advogado do governador, Eugênio Pacelli, sustenta que a denúncia da PGR é frágil e “feita com base exclusivamente em depoimento de colaborador, não se apoiando em nenhum meio de prova admitido pela Justiça”.
Com informações da Coluna do Estadão
O Tempo