quarta-feira, 19 de abril de 2017

Autônomo quer ‘tomar’ medalhas dadas a Lula, Dilma e João Pedro Stédile

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Depois de acionar o Ministério Público de Minas para tentar impedir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fosse homenageado na 66ª solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, marcada para o próximo dia 21, em Ouro Preto, o autônomo Hebert Pessoa, 52, quer agora retirar as honrarias já concedidas à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2011, ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, em 2015, e ao próprio Lula, em 2003.

Pessoa protocolou nessa segunda-feira (17) no gabinete do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Adalclever Lopes (PMDB), uma petição pedindo a cassação das antigas condecorações. A intenção é que Adalclever, sendo também presidente do Conselho Permanente da Medalha da Inconfidência – formado por representantes de órgãos públicos e entidades civis –, apresente aos membros do colegiado o pedido de anulação das honrarias concedidas.

No texto entregue à ALMG, o autônomo alega que Lula, Dilma e Stédile “desprezam” os valores históricos relacionados à Medalha da Inconfidência, “sendo completamente estranhos e alheios aos interesses públicos e patrióticos”. “Toda homenagem que alguém recebe é pela sua conduta, sua história, e eles foram uma farsa, não justifica nenhum dos três continuar com a medalha”, explicou ao Aparte o autor da petição.

No documento, o autônomo ainda reitera seu “total repúdio” ao convite que teria sido feito a Lula para participar novamente das homenagens, neste ano. Na semana passada, o Instituto Lula havia confirmado a O TEMPO que o ex-presidente deveria participar do evento do dia 21. Nessa segunda-feira (17), porém, a entidade informou que o petista não mais comparecerá à cerimônia. “Esse documento (entregue ao Ministério Público) com certeza contribuiu para ele não vir a Minas Gerais”, avalia Pessoa.

Em seu entendimento, do mesmo modo que o Conselho da Medalha tem poder para indicar os homenageados, também poderia retirar condecorações feitas em anos anteriores. Procurada, a assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa informou que o documento foi recebido pelo gabinete do presidente e será analisado. Segundo a instituição, não há registros de cassação de outras homenagens feitas anteriormente. A ALMG não explicou, no entanto, se esse tipo de revogação pode ser feito. (Luiza Muzzi)
O Tempo