quinta-feira, 16 de março de 2017

Trabalhadores da educação estadual e municipal estão em greve

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O calendário de mobilização dos servidores municipais também foi aprovado, sendo que uma manifestação já está marcada para 15h desta quinta-feira (16) na praça da Cemig, em apoio aos professores estaduais de Contagem
Assim como os trabalhadores da rede estadual, que entraram em greve nesta quarta-feira (15), os servidores da educação municipal também decidiram pela paralisação por tempo indeterminado em assembleia realizada durante o Dia Nacional de Paralisação e Mobilização. Cerca de 3 mil trabalhadores se reuniram na praça Afonso Arinos e aprovaram o calendário de mobilização, que já tem um protesto em apoio aos professores estaduais de Contagem marcado para esta quinta-feira (16), na praça da Cemig.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Educação Municipal de BH (Sind-Rede), a assembleia aconteceu durante o ato contra a reforma da previdência, sendo que os trabalhadores da educação de BH fizeram uma passeata até a praça Sete e, de lá, se juntaram aos demais trabalhadores que participavam do ato. 
"Foram dezenas de milhares de pessoas que seguiram em passeata até a Assembleia Legislativa. Há muitos anos não se via uma manifestação tão forte e aguerrida. A perspectiva de derrotar a reforma do Temer se fortalece. Contudo, ainda precisamos de mais: o Sind-REDE/BH segue na luta pela construção da GREVE GERAL!", diz o texto divulgado pelo sindicato sobre a aprovação da greve. 


No calendário aprovado pelos trabalhadores, também ficou definida uma assembleia da educação infantil na próxima sexta-feira (17), na praça da Estação, no Centro de BH. Estão previstos atos relativos à greve pelo menos até o próximo dia 28 de março. 


Entre as principais reivindicações da categoria, ainda segundo o Sind-Rede, estão a não aprovação da reforma da previdência, salários dignos, carreira docente única, direito às 7h de planejamento, gestão democrática nas escolas e Umeis e pagamento dos direitos. 
O TEMPO tentou contato com a Secretaria Municipal de Educação, porém, ninguém foi localizado para comentar a greve e nem quantas instituições de ensino foram afetadas pelo movimento da categoria. 
Professores estaduais
Também teve início na quarta-feira a greve dos trabalhadores da educação estadual. A categoria decidiu pela paralisação por tempo indeterminado com o objetivo de pressionar o governo do Estado a cumprir com o acordo feito em 2015, que previa, entre outras coisas, o pagamento do piso salarial até 2018. 
As reivindicações abrangem também a reforma da previdência. Segundo a categoria, em 12 de janeiro deste ano o MEC anunciou reajuste de 7,64% no piso. O reajuste não teria sido aplicado em Minas. Em 2016, o reajuste de 11,36% também não teria sido pago retroativo até a data em que foi efetivado o aumento. Ainda conforme a denúncia, não teria sido pago também o adicional de valorização da Educação Básica, no valor correspondente a 5% da remuneração a cada 5 anos de efetivo exercício da carreira.
O acordo também previa o retorno das promoções e progressões na carreira, o que teria ocorrido no início, segundo os professore, mas com o tempo teve uma paralisação na concessão de promoções e progressões.
Procurado pela reportagem na época do anúncio da greve, a Secretaria de Estado de Educação informou que até julho de 2018 será incorporados três abonos, levando o vencimento dos professores a R$ 2.135,64, valor vigente do piso do magistério até dezembro de 2016. As duas primeiras incorporações acontecerão até junho deste ano, segundo o governo. 
A pasta afirmou ainda que avalia a forma de atingir o novo valor do piso, conforme disponibilidade de recursos. "O Governo de Minas Gerais considera de fundamental importância a valorização da categoria e tem buscado, não só através do piso, mas também a partir de outras medidas, remunerar melhor e reconhecer o trabalho dos profissionais da Educação Básica do Estado".