quinta-feira, 16 de março de 2017

Homem acusado de matar argentina grávida em BH vai a júri nesta sexta

José Antônio Mendes de Jesus

Maria Perotti foi morta em fevereiro de 2013, quando estava grávida de sete meses; seu ex-companheiro é apontado como autor do homicídio
Pouco mais de quatro anos depois do assassinato da argentina Maria Silvina Valeria Perotti, em Belo Horizonte, o técnico em eletrônica José Antônio Mendes de Jesus, apontado como autor do crime e ex-companheiro da vítima, irá a júri popular. A sessão está marcada para a manhã desta sexta-feira (17), no Fórum Lafayette. O crime aconteceu em 10 de fevereiro de 2013, no bairro Nova Suíssa, na região Oeste de BH. Maria, que tinha 33 anos, estava grávida de sete meses e foi morta dentro do carro do casal.
A decisão de levar o acusado a júri popular foi dada pela juíza sumariante do 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, Âmalin Aziz Sant’Ana, em março de 2015. Para a magistrada, a materialidade do crime é comprovada pelo relatório de necropsia presente no processo, que conclui que a argentina morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico causado possivelmente por disparo de arma de fogo. Maria foi atingida por dois tiros na cabeça.
A juíza ainda acolheu as qualificações dos crimes articuladas na denúncia, sendo elas: motivo torpe, porque o acusado não aceitava a gravidez da vítima; e utilização de recurso para dificultar a defesa, considerando que as testemunhas apontam que a arma já estava escondida no carro no momento do crime. O acusado recorreu da decisão de ser levado a júri popular e foi posto em liberdade três dias depois do crime por ausência de provas, respondendo o processo em liberdade.
A sessão de julgamento chegou a ser iniciada em 6 de dezembro do ano passado, mas foi adiada a pedido defesa por motivo de saúde do advogado, que apresentou atestado médico. Durante a sessão, o juiz presidente do 2º Tribunal do Júri, Glauco Soares Fernandes, revogou a liberdade do técnico em eletrônica por descumprimento das condições impostas para a manutenção da liberdade provisória.
O crime
Maria Perotti foi morta na manhã do dia 10 de fevereiro de 2013, um domingo. Ela foi baleada no carro em que estava com o companheiro e, em seguida, jogada para fora do carro. Apesar de ter sido socorrida e ter passado por um parto de emergência, somente a vida do bebê foi salva.
Após fugir do local, o técnico em enfermagem alegou que ele e a vítima foram vítimas de um assalto e, após os bandidos balearem a vítima e a jogarem para fora do caro, ele foi abandonado na BR-040 e os reais assassinos teriam fugido com o seu veículo. Apesar disso, as testemunhas que estavam próximas ao local do crime garantem ter visto somente Jesus e a argentina dentro do carro na hora dos disparos.
A mãe da argentina, Silvia Perotti, reconheceu o corpo da filha no Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte cinco dia depois e afirmou, na época, que não achava que o genro seria capaz disso. A mulher também disse que ela ficaria com o neto e que ele seria batizado de Santiago. 
*Com supervisão de Bruna Carmona

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