terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Sindicatos protestam contra reforma da previdência

Sindicatos protestam contra reforma da previdência

Os manifestantes se concentraram na praça Sete e na tarde desta terça-feira seguem em carreata pela avenida Amazonas até o prédio sede do INSS
Cerca de 7 mil pessoas protestaram nesta terça-feira (24) na praça Sete, região Centro-Sul de Belo Horizonte, contra a reforma da previdência e a PEC 287. O protesto foi convocado pelo Sindicato  dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Minas Gerais (SinapiMG) e contou com a participação de vários outros sindicatos e movimentos sociais. Nesta terça é comemorado o Dia Nacional do Aposentado. 
“Nós não concordamos com a mudança da idade mínima para se aposentar ser 65 anos. O brasileiro não consegue trabalhar até esta idade. Imagina as pessoas que têm trabalhos pesados como pedreiro ou pintor. E temos que pensar nas mulheres também que cumprem jornada dupla, trabalhando também em casa”, reclamou o presidente do Sinapi, Adilson Rodrigues.
Os manifestantes se concentraram na praça Sete e na tarde desta terça-feira seguem em carreata pela avenida Amazonas até o prédio sede do INSS na altura do número 266, também na região Centro-Sul. Segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), o trânsito é intenso nas principais vias do hipercentro.
A reforma
A proposta da reforma estabelece que o trabalhador precisa atingir a idade mínima de 65 anos e pelo menos 25 anos de contribuição para poder se aposentar. Neste caso, ele receberá 76% do valor da aposentadoria - que corresponderá a 51% da média dos salários de contribuição, acrescidos de um ponto percentual desta média para cada ano de contribuição.
Todos os trabalhadores ativos entrarão no novo sistema. Aqueles que têm menos de 50 anos (homens) ou 45 anos (mulheres) deverão obedecer às novas regras integralmente. Quem tem 50 anos ou mais será enquadrado com uma regra diferente, com tempo adicional para requerer o benefício. Aposentados e aqueles que completarem os requisitos para pedir o benefício até a aprovação da reforma não serão afetados porque já têm o direito adquirido.
Com Agência Brasil