sábado, 7 de janeiro de 2017

Militar agride jovem que não quis ficar com ele, diz mãe DIZ JORNAL

Alex de Jesus / O TEMPO

Priscila Patiele, de 25 anos, foi agredida na madrugada deste sábado (7) quando saía de uma boate em Betim; ela está internada no Hospital João XXIII
"Minha menina já falou que ele quis ficar muitas vezes com ela, mas ela nunca quis. Acho que esse pode ter sido o motivo, mas não tem justificativa para o que ele fez. Ele é um monstro". A frase é de Kelen Cristina Faria da Silva, de 42 anos, mãe de Priscila Patiele , de 25, que foi agredida na madrugada deste sábado (7) na saída de uma boate em Betim, na região metropolitana, por um policial militar de folga.
Após o crime, o suspeito deixou o local e ainda não foi encontrado. Uma ocorrência de lesão corporal consumada foi registrada pela Polícia Civil e encaminhada para a 4ª Delegacia de Polícia Militar de Igarapé. 
Priscila Patiele Faria Silva de Brito foi socorrida por populares e encaminhada para a Unidade de Pronto-atendimento de Igarapé. Porém, devido aos ferimentos, ela foi encaminhada para o Hospital de Pronto-socorro João XXIII, em Belo Horizonte. 
Entenda
Moradora de Iagaré, cidade da região metropolitana, Priscila deixou a casa onde mora com a mãe no fim da noite da sexta-feira (6) para ir com as amigas na boate Nove, em Betim, no município vizinho.
Durante a madrugada, como consta no boletim de ocorrência da Polícia Militar, a vítima deixou o local na companhia das amigas. Contudo, quando já estava dentro do carro para retornar para casa, o policial apareceu e a chamou para uma conversa. 
A mãe da vítima, que acompanha a filha no hospital, diz que as agressões foram iniciadas de forma inesperada. "Ela me contou que eles estavam conversando e do nada, ele já puxou ela pelos cabelos e começou a bater. Umas pessoas tentaram fazer ele parar, mas ele é muito grande. Por fim, um rapaz conseguiu e levou ela para a casa", afirmou a dona de casa Kelen Cristina Faria da Silva, de 42.
Como a vítima apresentava muitos ferimentos e dores pelo corpo, ela foi encaminhada para a UPA de Igarapé e depois foi transferida para Belo Horizonte. Priscila fraturou o nariz e irá passar por exames.
Motivação
A mãe da vítima contou que a filha conhece o militar há seis meses. Durante este período, Priscila chegou a realizar faxinas em um sítio do suspeito e que o homem teria tentado se aproximar dela, mas sem sucesso.
Ao contrário do que diz a mãe da vítima, no boletim de ocorrência da Polícia Militar Priscila não informou o que poderia ter motivado as agressões. 

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