quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Quadrilha de roubo a caixas é presa

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Após quatro meses de investigação, Polícia Federal prendeu 18 pessoas nessa terça-feira (29)

Uma quadrilha responsável por roubos e explosões a caixas eletrônicos no Triângulo e em cidades do interior de Goiás foi desmantelada nessa terça-feira (29) pela Polícia Federal (PF). Vinte e sete membros do grupo foram identificados durante quatro meses de investigações. Dos suspeitos, 18 foram presos nessa terça-feira (29). Outros cinco já se encontravam detidos e quatro morreram, em Goiás, numa troca de tiros com a polícia.

O delegado Carlos Henrique Cotta, da Polícia Federal, explicou que a cidade de Uberlândia era o polo do bando. Ainda não se sabe qual o prejuízo causado pela quadrilha, já que os bancos não divulgam o valor roubado. Pelo menos nove ataques, nos dois Estados, são creditados ao grupo.

Organização. As investigações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) da PF concluíram que a quadrilha se dividia em dois comandos. Um era responsável por conseguir veículos, muitas vezes roubados, armas e materiais utilizados nas ações, enquanto o outro era o braço executor da quadrilha, ficando incumbido das explosões e dos roubos.

“Esse não é o único grupo que realiza crimes desse tipo. Percebemos que membros dessa associação criminosa atuam em outros bandos, que agora são alvos de uma nova frente de investigações da PF”, explicou o delegado. Os suspeitos faziam de duas a três explosões por mês para, de acordo com Cotta, manter uma vida luxuosa.

As prisões começaram ainda na madrugada dessa terça-feira (29). Com os homens, foi recuperada parte do dinheiro roubado nos crimes. O valor não foi divulgado pela corporação. Além do dinheiro, foram apreendidos 12 armas de fogo, quatro carros roubados e cinco coletes à prova de balas. A quadrilha responderá por organização criminosa, furto qualificado, roubo e posse de arma, de munições e de explosivos.
Confronto. Segundo a PF, quatro integrantes da quadrilha foram mortos durante um confronto com a Polícia Militar de Goiás, quando tentavam roubar um banco em Rio Verde, no último dia 9.


CELULARES

Cinco líderes davam ordens de presídio

Cinco membros da quadrilha já estavam detidos no presídio Jacy de Assis, em Uberlândia. Mas, ainda assim, segundo a Polícia Federal (PF), eles orientavam as ações do grupo, por celular, de dentro da cadeia.

Uma gravação telefônica solicitada pela PF à Justiça mostra um dos líderes da quadrilha zombando da prisão de um suspeito. “Parece que foi preso, mas não fica muito tempo, é 155, que aqui é roubo, não dá nada, não, agora, se fosse em outro país era atentado terrorista”, diz o líder a um comparsa. A PF solicitou uma varredura na penitenciária.

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