quinta-feira, 27 de outubro de 2016

TSE nega pedido da defesa de Dilma

ilma Rousseff durante entrevista para Revista Forum no Palacio d

Ex-presidente solicitou perícia em 8.000 documentos em ação que visa cassar sua chapa em 2014

BRASÍLIA. Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um pedido da defesa da ex-presidente Dilma Rousseff para realizar uma perícia em 8.000 documentos na ação que visa cassar a chapa formada com o presidente Michel Temer nas eleições de 2014. Relator do processo, o ministro Herman Benjamin já havia negado o pedido, mas a defesa da petista recorreu.
No julgamento, Benjamin destacou que os documentos formam 37 volumes e incluíam registros que não se referiam às eleições de 2014. “Havia de tudo. Por exemplo, juntada de fotos da produção de bandeiras, com dizeres ‘A vez e a voz das mulheres’, que se referem às eleições de 2010. Havia fotografia de material publicitário de outros candidatos”, disse.
Ao decidir sobre o caso, ele explicou que pediu à defesa de Dilma que elencasse somente os documentos relevantes para a ação, que apura suposto abuso de poder político e econômico na disputa eleitoral. A defesa respondeu que tudo era relevante.
O ministro esclareceu, contudo, que, apesar de não determinar a perícia pelo TSE, todos os documentos permanecerão disponíveis na Corte para consulta dos demais ministros: “Quando nós formos julgar essa matéria, qualquer um dos juízes poderá analisar esses elementos, e as próprias partes podem indicar ‘veja documento número tal’”.
Em caso de condenação na ação, Temer perderia o mandato de presidente, o que exigiria novas eleições – pelo voto direto dos eleitores, se o processo for encerrado neste ano; ou pelo Congresso, caso termine a partir do ano que vem. Se condenada no TSE, Dilma se tornaria inelegível por oito anos, pena da qual se livrou no processo de impeachment no Congresso.
Na semana passada, Benjamin determinou a criação de uma força-tarefa para se debruçar sobre documentos da investigação referente à campanha que elegeu a chapa Dilma-Temer. Ele quer a atuação do Banco Central, da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em parceria com a Justiça Eleitoral para analisar os dados.

GRÁFICAS

Laudo aponta série de irregularidades em documentos

BRASÍLIA. O laudo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou uma série de irregularidades após analisar documentos relativos às gráficas Focal, VTPB e Red Seg Gráfica, fornecedoras na campanha de Dilma em 2014, e registrou não ser possível afastar “desvio de finalidade dos gastos eleitorais para outros fins que não o de campanha”.
O coordenador jurídico da campanha de Dilma, Flavio Caetano, já classificou as conclusões da perícia realizada pelo TSE nas gráficas que prestaram serviços durante a eleição de 2014 para a chapa da petista como “absolutamente contraditórias e inconsistentes”.
Em agosto, o setor técnico do TSE, que analisa as contas da campanha da ex-presidente dentro das ações que pedem a cassação da chapa Dilma-Temer, já havia identificado suspeitas em relação às gráficas.
Para os técnicos do Tribunal, as empresas Red Seg, VTPB e Focal não apresentaram documentos suficientes para comprovar que prestaram serviços no valor pago pela campanha. A Focal recebeu, aproximadamente, R$ 25 milhões por serviços prestados para a campanha à reeleição de Dilma-Temer.
Em relação à gráfica VTIB, que recebeu R$ 22,3 bilhões, os registros contábeis mostraram que a empresa obteve um lucro líquido de R$ 18,7 bilhões em 2014, ante uma receita bruta de R$ 28,2 bilhões.

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