domingo, 30 de outubro de 2016

Pimentel diz que Operação Acrônimo é 'amontoado de irregularidades'

Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), diz que Operação Acrônimo é 'amontoado de irregularidades' (Foto: Reprodução/TV Globo)

Governador fez declaração durante seu voto, neste domingo, em BH.
Fernando Pimentel (PT) é suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro.

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), disse neste domingo (30), durante seu voto, que a Operação Acrônimo, da Polícia Federal, é um "amontoado de irregularidades". Ele foi indiciado duas vezes pela PF por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro durante a campanha eleitoral de 2014, quando foi eleito governador.
Em setembro, o ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, autorizou o segundo indiciamento. Conforme a investigação, Pimentel supostamente recebeu propina quando era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para facilitar a liberação de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos da Odebrecht no exterior.
O indiciamento tem como base a delação premiada do empresário Benedito Oliveira, o Bené, que afirmou que a Odebrecht pagou propina a Pimentel. Segundo Bené, as tratativas com a Odebrecht começaram em maio de 2013, quando a empreiteira indicou que poderia financiar a campanha de Pimentel ao governo de Minas Gerais em 2014.
O governador também disse que, agora, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai avaliar se autoriza ou não abertura de processo penal contra ele na Acrônimo. Pimentel disse que a Casa é soberana na decisão.
"Isso que se chama Operação Acrônimo é um amontoado de irregularidades e legalidade. Então, nós vamos provar a seu tempo. E eu acho que a Assembleia vai levar isso em conta. Ela é soberana", disse o governador.
No momento do recebimento da notificação do STJ na Assembleia Legislativa, o advogado do governador, Eugênio Pacelli, reafirmou que a denúncia é vazia de conteúdo e que ela não se baseia em provas concretas.
Eleição em Belo Horizonte
Durante a campanha, o candidato Alexande Kalil (PHS) divulgou propaganda criticando o acordo político entre Pimentel e Aécio Neves (PSDB), em 2008, para a eleição de Marcio Lacerda (PSB) como prefeito da capital.

Já o candidato João Leite (PSDB) dizia que Pimentel estava "por trás" da campanha de Kalil, se referindo ao antigo partido do candidato a vice Paulo Lamac (Rede), que foi filiado ao PT por muitos anos.
O governador falou rapidamente com a imprensa após votar na Escola da Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ele não declarou apoio a nenhum dos dois candidatos neste segundo turno, mas disse que terá boa relação com qualquer um dos dois candidatos que for eleito, assim como mantém boa relação com o prefeito Marcio Lacerda. Na eleição de 2012, Pimentel retirou apoio a Lacerda na campanha e foi apoiador da candidatura de Patrus Ananias (PT), que foi derrotado no primeiro turno.

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