segunda-feira, 26 de setembro de 2016

PBH é o grande alvo em debate

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Candidatos tiveram menos embates do que em ocasiões anteriores na TV

No terceiro debate entre os oito candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte, na Record Minas, os concorrentes dosaram os ataques que marcaram os dois primeiros embates na televisão. A gestão atual do prefeito Marcio Lacerda foi o principal alvo dos adversários e, por consequência, de forma indireta, Délio Malheiros (PSD). Alexandre Kalil (PHS) foi alvo dos poucos momentos de tensão.

No primeiro bloco, os candidatos fizeram perguntas diretas uns aos outros. À exceção de um embate entre Luis Tibé (PTdoB) com Alexandre Kalil, os demais fizeram questionamentos sobre os temas que se sentiam mais à vontade para apresentar suas próprias propostas.

Tibé questionou Kalil sobre sua capacidade “ética e moral” e citou um processo em que ele teria sido condenado a três anos e nove meses de prisão por recolher contribuição trabalhista de funcionários e não repassar o valor ao governo. Kalil rebateu que a pena foi convertida em pequenas causas. “Vocês todos reviraram a minha vida e só acharam contra mim foi um atestado de pobreza. Não sou homem que vive com verba indenizatória, sou empresário. Vivemos com dificuldades. Mexi com bilhões no Atlético, saí com as mãos limpas”, afirmou Kalil. 

O empresário do PHS ainda ironizou: “quem esta falando é quem está condenado por uso de verba indenizatória, é alvo de inquérito por falsificação de documentos para fins eleitores, peculato, ele só tem processo de enriquecimento. Pasmem!”

Se o clima foi mais morno, o eleitor acompanhou um debate mais diversificado, com a discussão de diversos temas, como Lagoa da Pampulha, moradores de rua e aplicativos para transporte. Líder nas pesquisas, João Leite (PSDB) mais uma vez evitou embates com Kalil, segundo colocado.

Quando teve a chance de questionar, se dirigiu a Tibé para questionar propostas para vilas e favelas. Tibé criticou a atual administração e fez questão de lembrar falas polêmicas do atual prefeito Marcio Lacerda. “A prefeitura trata com desumanidade (população de vilas e favelas). A gente viu vários problemas”, disse, citando que “a prefeitura disse que foi acidente”, no caso da queda do viaduto Batalha dos Guararapes e que o prefeito disse que “não era babá das pessoas” quando ocorreram enchentes na cidade.

Mais uma vez, os aliados históricos João Leite e Sargento Rodrigues (PSDB) fizeram as chamadas “dobradinhas” e evitaram polêmicas. Sargento perguntou a João Leite sobre segurança, tema predileto dos dois candidatos.

Rodrigo Pacheco questionou Rodrigues sobre sua posição sobre a construção de novas unidades de saúde, sendo que ainda existem obras pendentes, colocando mais uma vez a atual gestão como alvo. “Problema não pode ser isolado, temos que chamar consórcios intermunicipais, aumentar o número de enfermeiras e médicos, o número de medicamentos no Farmácia Popular. A atual gestão abandonou os bairros e periferias”, disse Rodrigues. Pacheco emendou na tréplica que “não sou contra obras”, mas que irá pensar em construção depois de “efetivar a integralidade da saúde”.

Reginaldo Lopes (PT) escolheu o tema educação para confrontar Délio Malheiros sobre o modelo de Parcerias Público-Privadas para construção de Umeis. Ele criticou o modelo e disse que a sua proposta de parcerias comunitárias são mais econômicas.

No segundo bloco, o momento “alfinetada” foi protagonizado por Délio Malheiros para o seu antigo aliado João Leite. Délio Malheiros falou sobre saúde e disse que o tucano afirma que a prefeitura hoje investe só 5% em prevenção, mas que o dado está incorreto. “Informe-se melhor, o senhor está muito despreparado neste assunto e em outros. Muitas coisas que o senhor diz, a gente já faz. A gente investe em 21% na atenção primaria da saúde”. Leite rebateu que gosta de ler e que, acima de tudo, “conversa com as pessoas”.

Marcelo Álvaro Antônio, mais uma vez, voltou a dizer que irá reunir a bancada federal para garantir recursos federais para o Hospital do Barreiro. Ele disse que falta a capacidade de “articulação política a atual administração”. 


FALA, CANDIDATO!

“O Kalil foi condenado por pegar o dinheiro do funcionário da aposentadoria. Se a pena foi convertida, aí é outra questão, mas continua sendo uma condenação. Isso é público.”
Luis Tibé (PTdoB)

“Quem tá falando aqui é o João Honesto. O Tibé está condenado por uso irregular de verba indenizatória, alvo de inquérito de peculato... Só tem processo de enriquecimento. Quem está me atacando é o senhor Luis Tibé. Pasmem!”
Alexandre Kalil (PHS)

“BH é uma capital com mais crimes violentos que SP e RJ. Pra corrigir isso, é preciso conhecer a realidade e estabelecer indicadores.”
Rodrigo Pacheco (PMDB)

“A atual gestão prometeu 30 mil unidades a essas pessoas que moram em regiões de risco, mas 14 mil famílias foram desapropriadas e só 5.000 moradias foram construídas.”
Marcelo A. Antônio (PR)

“Você (João Leite) está despreparado. Seu plano de governo copia as nossas propostas. Gastamos recursos vultosos nos centros de saúde, são vários programas. A saúde de BH aplica 20,6% do orçamento.”
Délio Malheiros (PSD)

“O que estou fazendo é levar o que a população fala à tona. Converso com as pessoas, vou às farmácias. Não tem remédio, não tem equipamento. Não tirei isso da minha cabeça, tenho acesso aos números.”
João Leite (PSDB)

“O seu partido (o PT, de Reginaldo) esteve 14 anos em Brasília e não mandaram nem um centavo pra construção do metrô em BH.”
Sargento Rodrigues (PDT)

“Eles (PSDB e PDT) governaram por oito anos e não tiveram coragem de enfrentar essa questão. O governo federal liberou 3,6 bilhões, mas nada foi feito. Você (Rodrigues) devia se informar mais.”
Reginaldo Lopes (PT)

FOTO: LEO FONTES
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Militantes compareceram ao local, mas sofreram com a chuva forte
Agenda
Os próximos. Os candidatos ainda irão a dois debates de televisão até o dia da eleição. No dia 27, na TV Alterosa, e, no dia 29, na Rede Globo. 

Ausências. Não participam dos debates na televisão: Vanessa Portugal (PSTU), Eros Biondini (PROS) e Maria da Consolação (PSOL). O convite foi para coligações ou siglas que somam, no mínimo, mais de nove representantes na Câmara.


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