quarta-feira, 24 de agosto de 2016

TJMG nega mais um habeas corpus a Narcio Rodrigues

O ex-secretário de Minas Gerais, Narcio Rodrigues, e o empresário Hugo Murcho, presos na Operação Aequalis, em Belo Horizonte, por suspeita de desvio de verba (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ex-presidente do PSDB em Minas está preso desde o dia 30 de maio.
Ele é suspeito de desvio de verba pública.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou nesta terça-feira (23) mais um pedido de habeas corpus para Narcio Rodrigues, ex-secretário de ciência e tecnologia do governo Antonio Anastasia (PSDB) e ex-presidente do PSDB em Minas Gerais
Rodrigues foi preso no dia 30 de maio na Operação Aequalis por suspeita de desvio de verba pública. O esquema teria desviado R$ 18 milhões que deveriam ser destinados à Fundação Hidroex, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (SECTES), entre 2012 e 2014, pasta que Narcio Rodrigues comandou entre 2010 e 2014. A fundação desenvolvia, em Frutal, no Triângulo Mineiro, um centro de pesquisas de recursos hídricos.
Melo disse que vai recorrer no STJ e acredita na vitória. "As duas ordens de prisão são idênticas. O STJ já reconheceu ilegalidade de uma delas, então evidentemente a outra é ilegal também", defendeu.No dia 15 deste mês, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus para  Rodrigues. Porém ele continua preso, pois, há outro mandado de prisão contra o ex-secretário, segundo o advogado Estevão Melo. O pedido negado nesta terça-feira foi relacionado a este mandado.
Rodrigues está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No habeas corpus, o advogado pediu a revogação da prisão ou a prisão domiciliar devido ao estado de saúde do cliente. Os dois pedidos foram negados pela terceira Câmara Criminal.
Outros presos
No mesmo dia da prisão de Narcio, outros cinco foram presos. Odo Adão Filho foi preso no dia 4 de junho. Entre os presos, estão Neif Chala, ex-servidor da SECTES e assessor do deputado federal Caio Narcio (PSDB), e o empresário Hugo Murcho que foram soltos no último dia 1º de julho. O português Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia, dono do grupo Yser, ainda está foragido.

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