sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cabeleireira envolvida em morte de grávida é suspeita de outro rapto

APRESENTAÇÃO

Criança de dois meses de idade foi levada dos pais dentro da casa onde moravam no início do mês e após alguns dias bebê foi abandonada em construção

A cabeleireira S.O.B, de 30 anos, suspeita de encomendar o crime que terminou com a morte de Greiciara Belo Vieira, de 19, e na retirada do bebê dela, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, há uma semana, é investigada por participação no rapto de outro bebê, ocorrido no início do mês.
Por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, a delegada Gabriela Garcia Damasceno informou que não dará detalhes sobre o assunto para não atrapalhar as investigações.
Além do inquérito para confirmar se a cabeleireira arquitetou a morte de Greiciara para ficar com o seu bebê, a Polícia Civil também trabalha para tentar identificar se S.O.B foi a mandante do sequestro de um bebê de apenas dois meses que aconteceu no início de agosto em Uberlândia

A cabeleireira levantou suspeita depois que a polícia identificou que ela era amiga de um vizinho da família, que teve a primeira criança levada. A Polícia Militar explicou que nessa ocorrência, uma mulher e um homem, armados, trancaram a família dentro da casa em que moravam, pegaram a criança e fugiram.
Dias após o rapto, a criança foi localizada em uma construção do bairro Ipanema, no mesmo município, após uma denúncia anônima. A criança estava bem vestida e não apresentava lesões pelo corpo.
As investigações trabalham para tentar identificar também porque a criança foi abandonada na construção. A suspeita é de que a mulher tenha devolvido a criança por causa de sua idade, uma vez que o bebê não poderia se passar por um recém-nascido, e não teria como continuar mantendo a farsa de que estaria grávida para o namorado.
Grávida executada
O corpo da vítima, desaparecida desde 18 de agosto, foi encontrado no domingo por dois ciclistas, boiando em uma represa de Ituiutaba. O bebê foi localizado nessa segunda-feira (22).
 
Após a localização do corpo e a constatação de que se tratava da jovem desaparecida, a Polícia Civil passou a “seguir os passos” da vítima em redes sociais, segundo o delegado Carlos Fernandes. A primeira suspeita M., de 22 anos, encontrada revelou o crime. 
 
Ela chamou a vítima para um encontro por meio da internet. No dia do encontro, ela também ligou para a vítima. Além da cabeleireira e da outra suspeita que confessou, outras duas pessoas identificadas como Y., de 24, e J.S.O., 60, também foram presas. 
 
Todos os presos confirmaram participação no crime. Eles vão responder por homicídio triplamente qualificado – por motivo fútil, uso de tortura e mediante recursos que dificultam a defesa da vítima –, sequestro, ocultação de cadáver e subtração de incapaz.
 
Segundo informou a Polícia Civil, para convencer M., a S.O.B prometeu um celular. Para a enfermeira, R$ 2.000, e para os demais, roupas e cortes de cabelo”, disse o delegado. 

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