quinta-feira, 14 de julho de 2016

Servidores esperam início das atividades do Samu Triângulo Norte

Serviços do Samu em Uberlândia e região (Foto: Marcus Ferreira/Agência Minas)

Serviço deveria ter começado em junho e ainda não há previsão.
G1 aguarda retorno do Consórcio e da Secretaria Regional de Saúde.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Uberlândia e região deveria estar em pleno funcionamento desde o mês passado, conforme previsão do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião do Triângulo do Norte (Cistri), contudo, segue com o cronograma atrasado. O G1 conversou com alguns servidores que já realizaram o curso de capacitação e disseram estar ansiosos com a falta de informação sobre o início das atividades. 
O prefeito de Uberlândia e presidente do Cistri, Gilmar Machado, foi procurado para conceder entrevista sobre o assunto na manhã desta quarta-feira (13) e não houve retorno até a publicação da matéria. A reportagem também aguarda respostas do governo estadual, por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) da cidade.
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Estou com medo de o governo estar barrando antes mesmo de começar".
Três candidatos aprovados no processo seletivo do Samu falaram sobre a situação desde que não fossem identificados. Uma socorrista informou que recebeu a previsão para ser chamada até o dia 30 de junho, só que, desde então, não teve mais nenhuma notícia a não ser que as bases descentralizadas do serviço estavam sendo inauguradas. “Estou com medo de o governo estar barrando antes mesmo de começar”, disse.
Um candidato de Araguari prestou o processo seletivo para o cargo de condutor socorrista e chegou a pedir demissão do antigo emprego porque aguardava ser chamado até o dia 15 de junho. “É uma situação complicada e a gente fica muito ansioso, sem trabalho, com expectativas. Não temos informações, ninguém sabe falar nada e parece que nem todas as ambulâncias chegaram. Pode ser que seja um dos impasses”.
É uma situação complicada e a gente fica muito ansioso, sem trabalho, com expectativas".
Outro morador da cidade vizinha está na mesma situação porque também deixou o emprego na certeza de que o Cistri convocaria os candidatos pelo menos da primeira turma do curso de capacitação, realizado há cerca de dois meses. Segundo ele, procurou informações com o Consórcio e teria sido informado que não havia previsão para início das atividades, pois estavam dependendo do Estado.
Questionamentos
O processo seletivo foi anunciado em novembro do ano passado com a oferta de 505 vagas temporárias e salários variados entre R$ 1.156 e R$ 9 mil. Durante coletiva de imprensa na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paranaíba (Amvap), o presidente do Cistri informou que os 27 municípios consorciados repassavam o valor de R$ 0,20 por habitante para implantar e manter o Samu, além dos repasses para manutenção e equipamentos dos governos federal e estadual.

Na ocasião, havia em caixa cerca de R$ 1,5 milhão e seria necessária mais metade do valor para o início do serviço. Dentre os questionamentos feitos pela reportagem ao representante do Cistri, estão quais as pendências que travam o funcionamento do serviço; os valores já disponibilizados em caixa para que o Samu possa ser iniciado; se os repasses dos consorciados sofreram reajuste e qual o novo cronograma para se convocar os candidatos do processo e iniciar o Samu.
G1 também procurou a assessoria de comunicação da SRS que informou, a princípio, que aguarda o retorno de uma técnica da superintendência que está em Belo Horizonte para alinhar questões relacionadas à implantação do Samu. As respostas ficaram de ser enviadas até o fim da tarde de hoje.

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