terça-feira, 28 de junho de 2016

Vítima de estupro coletivo recebe apoio e está em lugar seguro em MG

Angela Fellet , delegada de mulheres da Polícia Civil em Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)

Vídeo com imagens do caso foi incluído nas investigações.
Polícia Civil quer identificar os oito envolvidos no crime em Juiz de Fora.

A adolescente de 13 anos, que foi estuprada por oito rapazes em Juiz de Fora, e a família dela foram encaminhadas para um local seguro como forma de preservá-las. Um vídeo feito pelo grupo e disponibilizado na internet também já foi incluído nas investigações.

"São imagens muito rápidas. Já temos este vídeo que foi publicado em um perfil de uma rede social e depois excluído. A pessoa que publicou já foi identificada e será chamada para prestar esclarecimentos", ressaltou a delegada Ângela Fellet.
A adolescente e a família foram atendidos na Casa da Mulher. "A família recebeu as orientações para assegurar a integridade física e moral. Foram encaminhados para apoio psicológico e o suporte necessário. Vamos acompanhá-los de perto, porque, neste momento de fragilidade, é necessário trabalhar toda a família", ressaltou a Coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Rose França.
Segundo o Conselho Tutelar, a apuração ocorre em sigilo e depois todos os fatos levantados serão encaminhados à Vara de Infância e Juventude.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a adolescente contou que foi a uma festa junina na escola onde estuda, de onde saiu acompanhada por uma amiga e outros dois jovens. Eles foram a uma casa abandonada no Bairro Olavo Costa, onde disse que consentiram em ter relação sexual.
No entanto, a vítima relatou que oito suspeitos chegaram ao local e exigiram que as duas garotas fizessem sexo com eles. A amiga da vítima se identificou como irmã de um traficante do Bairro Vila Ideal e foi liberada junto com os dois rapazes.
Casa da Mulher Juiz de Fora (Foto: Carlos Mendonça/ Divulgação)
Casa da Mulher apoia vítima e família
(Foto: Carlos Mendonça/Divulgação)
A vítima contou que foi mantida no imóvel em cárcere privado e que teve relações com todos sob ameaça. Ela só foi libertada na manhã de domingo e registrou o caso. Ninguém foi localizado. De acordo com o BO, os exames do médico legista não constataram lesão na vítima resultante de relação sexual.
Depoimentos
Em depoimento nesta segunda-feira (27), a vítima acrescentou detalhes, segundo a delegada.

"Ela foi mantida presa pelo grupo das 20h de sábado (25) às 8h de domingo (26). Três estavam armados e eles deram bebida alcoólica a ela. Ressaltou que não conhece os autores, mas que a maioria aparentava ser adolescente e apenas um maior de idade", disse.
Ainda faltam ser ouvidos a amiga e os dois jovens que estavam com a adolescente, quando o grupo os rendeu na casa no Bairro Olavo Costa. O objetivo é identificar os envolvidos para definir o encaminhamento da investigação.
"Quem for maior de idade responde a inquérito policial e, comprovando o envolvimento de adolescentes, haverá procedimento para apuração de ato infracional", afirmou.
Primeiro caso como este, diz delegada
A identificação e a detenção dos oito envolvidos é prioridade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. "É o primeiro caso deste tipo que chega ao nosso conhecimento. Não vamos tolerar este tipo de atitude na cidade. A Polícia Civil vai prender todos os autores. Quem tiver informações que ajude deve ligar para o 181", disse a delegada.

De acordo com Fellet, embora o BO tenha sido registrado como "outras infrações contra a dignidade sexual e a família", o caso é de estupro de vulnerável. O G1 enviou um questionamento à Polícia Militar (PM) sobre a qualificação da ocorrência e aguarda retorno.
A delegada destacou a necessidade de discutir sobre estupro coletivo. "É importante para chegar na causa destes crimes e não apenas lidar com as consequências. Precisamos discutir o machismo, o motivo de isso ocorrer contras as mulheres", ressaltou.

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