quarta-feira, 8 de junho de 2016

Polícia apresenta suspeita de matar jovem com requintes de crueldade em BH


A Polícia Civil apresentou na tarde desta terça-feira Bruna Gonçalves Ferreira, de 25 anos, uma das suspeitas de assassinar Carolina Maria de Oliveira, de 17, com requintes de crueldade. O crime ocorreu no dia 11 de fevereiro deste ano, no Bairro Solimões, na Região Norte de Belo Horizonte. Bruna nega participação no homicídio.

Segundo o delegado Sérgio Paranhos, no entanto, foi descoberto que a vítima tinha desavenças com a suspeita e com Wellington Ferreira da Silva, de 26 anos, que está foragido. Wellington é apontado por Bruna como responsável pela morte.
No dia da execução, diz o delegado, Carolina estava no Bairro Aarão Reis quando Wellington e Bruna a convidaram para acompanhá-los até o Bairro Tupi para comprarem loló. Entretanto, quando retornavam o suspeito desviou para uma estrada de terra e a vítima foi assassinada.
"Ela foi retirada do veículo pelo Wellington. Nesse momento, a Bruna a puxou pelos cabelos e arrastou ela para o mato", relata. Em seguida, iniciou-se uma sessão de agressões brutais que culminou com a morte da adolescente.
O delegado explica que Wellington teria tido relacionamento com Carolina há um tempo antes do crime e não aceitou que ela tenha terminado com ele. A rixa com Bruna, afirma Paranhos, também é devido a relacionamentos da vítima. "Aproveitaram a ocasião e a executaram de forma covarde", destaca.
Bruna
A suspeita dá uma versão diferente. Ela conta que estava no carro junto a Wellington, Carolina, um rapaz [identificado por ela como Marlon] e outra garota, mas nega que tenha envolvimento com o crime. "Nem fui eu que fiz nada. Foi o Wellington que matou a menina porque diz que ela tinha arrumado 'casinha' [emboscada] para ele. Eu não sabia que ele ia fazer isso", alega.
Bruna afirma que o suspeito chamou Carolina para fora do carro e a matou, mas que ela [Bruna] ficou dentro do veículo. "Eles também queriam matar a menina que estava com ela. Eu que não deixei. Falei 'gente, a menina não tem nada a ver'", relatou.
A suspeita diz que não tinha problemas recentes com a vítima. "Briguei com ela uma vez, há muito tempo, quando nós estávamos cheirando loló. Ela deu um tapa na minha cara e eu revidei", conta. "Todo mundo colocou a culpa em mim só porque briguei com a menina uma vez", completa.

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