terça-feira, 21 de junho de 2016

Impasse entre órgãos pode ter colocado estuprador em liberdade

Polícia Civil prende suspeito de estuprar pelo menos três mulheres em Belo Horizonte

TJMG afirma ter assinado no dia 9 e alegou que documento seguiu para secretaria no dia 10, mas confirmou que pedido de prisão só chegou para a Seds no dia 14

Um impasse entre a Polícia Civil, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) terminou com o homem identificado como "maníaco do sedã vermelho" em liberdade. O suspeito, de 49 anos, preso no dia 10 de maio acusado de abusar de mulheres nas regiões de Venda Nova e Pampulha, foi solto no dia 11 deste mês, quando inspirou sua prisão temporária.
O conflito teve início no dia 24 de maio deste ano. Nessa data, a delegada de Polícia Civil Luciana Libório, que investiga os crimes, encaminhou para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) o inquérito. A polícia afirmar que na ocasião chegou a pedir a prisão preventiva do detento, mas essa havia sido negada.
O tribunal atribui ao tempo e aos procedimentos necessários nesses casos a falha em manter o suspeito detido. A prisão preventiva pedida pelo Ministério Público, segundo informou o TJ, foi assinada pelo juiz Areclides José do Pinho Rezende, da 10ª Vara Criminal da capital, no dia 9 de junho e teria seguido para a secretaria no dia 10.
Porém, como esse processo ocorre em malotes, e a assinatura aconteceu dois dias antes do fim de semana, como alegou o TJMG, o documento da prisão preventiva só chegou para Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) no dia 14, caindo no sistema no dia 15.
A reportagem tentou contato com o juiz Rezende, mas não foi possível, uma vez que o processo trata-se de estupro, e nesses casos segue em segredo de justiça. 
Já a pasta, alegou que "a unidade prisional consulta diariamente o Sistema de Informação Policial (SIP) para verificar se há impedimento ou novo mandado de prisão para os presos". A Seds ainda afirmou que "a prisão temporária, válida para 30 dias, do suspeito venceu dia 10, sendo que, até meia-noite, não havia nenhum impedimento cadastrado no sistema".


A secretaria justificou, ainda, ter verificado no sistema que a inserção da prisão preventiva só "ocorreu no dia 16 de junho, ou seja, seis dias após o vencimento da prisão temporária".
A Polícia Civil ainda reiterou que um mandado de prisão está aberto contra o suspeito, que já está sendo procurado.

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