quinta-feira, 30 de junho de 2016

Falsos policiais são presos em Pará de Minas

Imagem Ilustrativa

A Polícia ainda investiga se há vítimas em outras cidades; os investigadores concluíram que o homem era responsável por fazer o contato com as empresas, enquanto a mulher se passava por delegada

Praticando um crime, cerca de vinte empresários de cidades da região Central e Centro-Oeste do Estado acabaram sendo golpe de outro. Contactados por falsos policiais civis para comprar mercadorias apreendidas por preço bem abaixo do mercado foram vítimas de um casal de estelionatários preso pela Polícia Civil.
Responsável pela investigação do caso, o delegado César Augusto de Freitas, da Delegacia de Estelionato Regional de Pará de Minas, acredita que a dupla, um homem, de 40 anos, que já foi preso pelo mesmo crime e estava foragido, e mulher, de 39, tenha movimentado cerca de R$ 60 mil desde janeiro deste ano. “Eles entravam em contato com empresários e comerciantes das cidades e ofereciam produtos que as vítimas vendiam em seus comércios por um preço muito menor do que o de mercado, dizendo que este produto era vindo de uma operação da Polícia Civil”, disse o delegado. Além do casal, outros dois homens estão foragidos suspeitos de participação no esquema.
O inquérito aponta que o grupo atuou nas cidades de Pedro Leopoldo, Pitangui, Pará de Minas, João Monlevade e Juatuba, na região Central de Minas; e em Formiga, Arcos, Nova Serrana, Divinópolis e Carmo do Cajuru, na região Centro-Oeste. A Polícia ainda investiga se há vítimas em outras cidades.

Segundo o delegado, o grupo visitava lojistas destas cidades para conhecer os produtos que eles comercializavam e entravam em contato, via telefone, se passando por policiais civis. “Antes, eles ligavam em delegacias e descobriam nomes de investigadores e delegados, usando assim, nomes de quem efetivamente trabalha na corporação”, declarou.
Os investigadores concluíram que o homem era responsável por fazer o contato com as empresas, enquanto a mulher se passava por delegada, forjando autorizar as negociações. Ela também seria a responsável por agenciar pessoas que emprestassem a conta bancária onde os depósitos eram efetuados. "“O casal cobrava entre R$ 1.500 e R$ 2.000 das vítimas por ser um valor fácil de ser sacado no banco. Eles repassavam cerca de R$ 400, a título de comissão para os donos da conta que emprestavam a titularidade para eles", afirmou o delgado. Estas pessoas também são procuradas. 
Compradores não serão punidos por receptação
Apesar de esta forma de compra de produtos ser considerado crime, o delegado não acredita que os empresários que caíram no golpe serão punidos. “O crime que caberia é receptação, mas para haver receptação, precisa haver produto. A mercadoria sequer existe, não tive condições de configurar a representação”, disse Freitas.
Segundo o delegado produtos apreendidos pela Polícia Civil são entregues ao donos, quando possível ou colocados à disposição da Justiça.

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