quinta-feira, 19 de maio de 2016

Réus do mensalão tucano serão ouvidos amanhã Ação apura crimes na campanha de reeleição de Eduardo Azeredo

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São Paulo. A Justiça de Minas Gerais vai interrogar amanhã os diretores da antiga Comig (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, atualmente Codemig) Renato Caporali Cordeiro e Lauro Wilson de Lima Filho, réus no mensalão do PSDB. Os processos apuram os crimes de peculato e lavagem de dinheiro durante a campanha de reeleição, em 1998, do ex­governador de Minas (1995­1999) Eduardo Azeredo (PSDB).

Atualmente, o caso abrange nove acusados. Eles negam envolvimento com o mensalão tucano. O tribunal não tem data para julgar o caso de Azeredo.

Na Justiça de Minas, o mensalão tucano foi desmembrado em três processos. Em um deles, Eduardo Azeredo já foi condenado a 20 anos e dez meses de prisão em primeira instância. Em outro, é julgado o empresário Clésio Soares de Andrade, candidato a vice de Azeredo na época. Na terceira ação penal são sete os réus.

Os sócios das agências de publicidade DNA e SPM&B Marcos Valério Fernandes de Souza, Ramon Hollerbach Cardoso e Cristiano de Mello Paz terão audiência no dia 1º de julho, às 13h45. Eles negam a existência de irregularidades na campanha de 1998.

Recurso. Em 9 de maio, a defesa do ex­presidente do PSDB e ex­governador de Minas Eduardo Azeredo afirmou na apelação ao Tribunal de Justiça do Estado que a responsabilidade pela captação de recursos de publicidade de estatais mineiras durante sua reeleição em 1998 foi do publicitário Eduardo Guedes.

Guedes foi secretário de comunicação de Azeredo. Entre 2009 e 2014, ele prestou serviços à executiva nacional do PSDB e atuou como conselheiro e assessor próximo do atual presidente da sigla, senador Aécio Neves. O publicitário também nega atos ilícitos.

Em 61 páginas, o recurso dos criminalistas Castellar Modesto Guimarães Filho e Castellar Modesto Guimarães Neto pede a absolvição de Azeredo, condenado em dezembro de 2015 pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Azeredo foi o primeiro nome do partido a receber pena por envolvimento no escândalo. Marcos Valério, um dos réus, já foi sentenciado a 37 anos de prisão em outro mensalão, o do PT. O Supremo Tribunal Federal o condenou como operador do esquema petista no governo federal durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula.

Condenação
Pena. Caso a Justiça decida manter a condenação de Azeredo, o tucano pode ter de cumprir o começo da pena na prisão, por ela já estar confirmada por segundo grau judicial.

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