sexta-feira, 13 de maio de 2016

Nomeação da primeira-dama de MG para cargo de secretária é suspensa Decisão foi assinada pelo juiz Michel Curi e Silva; governo vai recorrer. No fim de abril, Pimentel nomeou a mulher; ambos são investigados pela PF.

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e a primeira-dama Carolina Oliveira Pimentel (Foto:  Pedro Ângelo/G1)
Uma liminar da Justiça suspendeu a nomeação da primeira-dama de Minas Gerais, Carolina de Oliveira Pereira Pimentel, para o cargo de secretária de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social. A decisão foi tomada pelo juiz Michel Curi e Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual, nesta quinta-feira (12). A nomeação foi publicada no Diário Oficial do estado no fim de abril, e Carolina substituiu André Quintão (PT).


A primeira-dama e o marido, o governador Fernando Pimentel (PT), são alvos da Operação Acrônimo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e irregularidades em campanhas eleitorais. A Polícia Federal (PF) investiga se a jornalista manteve uma empresa de fachada no Distrito Federal, usada pela organização do empresário Benedito de Oliveira.

O governo de Minas informou que não houve qualquer notificação ou intimação para prestar esclarecimentos. “O governador, a secretária de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social ou a Advocacia-Geral do Estado (AGE) não receberam nenhuma notificação ou manifestação oficial do Poder Judiciário sobre o assunto”, diz nota divulgada pelo Executivo estadual.

A assessoria do governo ainda disse que a AGE vai recorrer da decisão e lamentou que “um assunto de tamanha importância tenha sido tratado de forma precipitada e parcial”.

A determinação foi tomada em uma das ações populares encaminhadas à Justiça mineira. Este pedido foi feito pelos deputados Felipe Attiê (PTB), Bonifácio Mourão (PSDB), Luiz Humberto Carneiro (PSDB) e Tito Torres (PSDB).

O juiz diz que sua decisão foi baseada no "fato de tratar-se da mais próxima e íntima parente do Senhor Governador (sua esposa), somado aos fatos de que ela se encontra na situação de “alvo” em conhecida investigação da Polícia Federal e de que as diversas ações populares asseveraram que o intuito da nomeação foi o de tentar beneficiar a própria esposa, valendo-se de um mandato popular".
Operação Acrônimo

A operação teve início em outubro de 2014, quando a corporação apreendeu R$ 116 mil com três pessoas em uma aeronave particular no aeroporto internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. Na ocasião, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar suposta lavagem de dinheiro.

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