quarta-feira, 11 de maio de 2016

Explosões de caixas eletrônicos preocupam no Centro-Oeste de MG Várias cidades da região tiveram terminais bancários explodidos em 2016. Incidência gera insegurança à população; autoridades investigam casos.

Agêncai bancária explodida em Carmo da Mata (Foto: TV Integração/Reprodução)
Explosões de caixas eletrônicos têm sido registradas com frequência na região Centro-Oeste de Minas. De acordo com a Polícia Militar (PM), o armamento usado pelos criminosos tem evoluído bastante, o que contribui para o aumento da sensação de insegurança. A Polícia Civil afirma que avalia cada caso e tenta cruzar as informações sobre eles, em busca de respostas para perguntas até então desconhecidas, como a origem desses criminosos e a forma como eles se organizam.


Somente na área de atuação da 7ª Região de PM, que engloba as delegacias regionais deDivinópolisBom DespachoPará de MinasFormiga e Nova Serrana, seis explosões foram registradas neste ano. Em 2014 foram 38. Em 2013, 32.
Quando o crime ocorre em uma cidade pequena, onde às vezes existe apenas uma agência bancária, a população fica ainda mais prejudicada. "Esse caixa concentra 90% dos pagamentos dos salários da população e esse pessoal está saindo daqui para receber em Divinópolis. Isso prejudica o comércio porque o pessoal, recebendo por lá, às vezes já compra por lá. Está nos prejudicando bastante", disse a comerciante Bruna Nogueira.
Vinte dias após a explosão de um terminal em um supermercado em São Sebastião do Oeste, o equipamento continua coberto por uma lona. O gerente Weverton Costa já contabilizou o prejuízo. "Mais ou menos R$ 10 mil relativos a algumas perdas de mercadorias que houve na loja, ao tempo em que ficarmos fechados apos o incidente e também ao forro, que continua em falta ainda", disse.
Duas semanas antes da explosão em São Sebastião do Oeste, no dia 23 de março, um terminal em Arcos foi alvo do crime. Explosões também foram registradas em Santo Antônio do Monte eCarmo da Mata, no mesmo dia. Em Luz e Passa Tempo, equipamentos também foram destruídos. No dia 20 de abril houve explosão em Dores do Indaiá. No dia 22 de abril, em Bambuí.
Caixas eletrônicos explodidos em Dores do Indaiá (Foto: TV Integração/Reprodução)
Caixas eletrônicos explodidos em Dores do Indaiá
(Foto: TV Integração/Reprodução)
Indícios
Com tantas explosões em várias cidades e em prazos cada vez mais curtos de tempo, aumenta a sensação de insegurança. Muita gente se pergunta se a quadrilha seria a mesma responsável por todos esses crimes.

"A probabilidade maior é a da existência de diversas pessoas que agem de forma independente e às vezes se reúnem aleatoriamente para a prática desses crimes. Não são especialistas em explosivos, porque o tipo de artesanato mostra que esse tipo de crime se banalizou e expandiu para o Brasil afora, de modo que qualquer pessoa de má índole está se arriscando nesse tipo de crime", disse o delegado Ivan Lopes, da Polícia Civil.
Nessas explosões, os criminosos costumam usar carros roubados. Isso ajuda a polícia a identificar suspeitos. "A origem desses veículos roubados nos leva a acreditar que em Divinópolis exista um grande número de pessoas ligada a esse tipo de crime", disse.
A explosão mais recente ocorreu em Maravilhas. O MGTV entrou em contato com o Banco do Brasil, que informou que o processo para decisão sobre a reposição das máquinas depende da gestão do banco e é preciso observar vários requisitos legais. O banco informou ainda que não tem como prever quando o terminal eletrônico em Maravilhas será reposto e que os clientes podem recorrer aos Correios, à internet ou usar os cartões eletrônicos em agências vizinhas.
Explosões a caixas eletrônicos no Centro-Oeste (Foto: TV Integração/Reprodução)
Cidades do Centro-Oeste que mais registraram explosões a caixas eletrônicos nos últimos quatro anos 
(Foto: TV Integração/Reprodução)

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