sexta-feira, 6 de maio de 2016

Anastasia foi a 'atração' da reunião no Senado Senadores dos onze partidos que votaram a favor rasgaram elogios ao senador; seu relatório, de 126 páginas, foi aprovado por 15 votos a 5

Anastasia durante a votação
Relator do parecer favorável à admissibilidade do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator eleito pela maioria no Senado, foi a atração da reunião desta sexta-feira (9). Elogiado por uns e criticado por outros, o ex-governador de Minas foi citado nos discursos de todos os líderes da Casa ao encaminhar os votos das bancadas sobre o documento. Seu relatório, de 126 páginas, foi aprovado por 15 votos a 5.


Os senadores dos onze partidos que votaram a favor rasgaram elogios ao senador, que é jurista e professor por formação. O líder tucano no Senado falou por diversas vezes “Somos todos Anastasia”. O tucano vem ganhando notoriedade em todo o país desde que foi eleito relator da comissão. Em menos de um mês, seu perfil nas redes sociais ganhou 35% mais seguidores.
“O relator apresentou com muita capacidade intelectual e com conteúdo um relatório que mostra indícios claros de materialidade”, disse o senador Ronaldo Caiado (DEM). Por outro lado, os senadores Lindbergh Farias e Gleisi Hoffman, do PT, e Vanessa Grazziontin (PCdoB) travaram uma guerra desde as primeiras sessões da comissão. Os parlamentares questionaram por várias vezes a escolha de Anastasia para o posto de relator, além de o acusarem de ter praticado os mesmos atos de Dilma durante sua gestão em Minas.
“Esse relatório do senhor relator peessedebista Antonio Anastasia é uma peça de acusação e marca a injustiça de um golpe contra a Constituição e a democracia”, argumentou Gleisi Hoffman em seu voto nesta sexta-feira.
No entanto, antes da votação, Anastasia fez um discurso e disse que ao ser eleito relator, sabia que não seria tarefa simples e que seria alvo de ataques, mas rebateu as acusações pessoais dirigidas a ele e disse estar “com a consciência tranquila”. “Aqueles ataques de ordem pessoal, estes, eu os repilo de modo veemente por serem desprezíveis e resultado de notório mau-caratismo”, declarou.
O relator ainda aproveitou para, em seu discurso, corrigir o autor de um trecho usado em seu parecer, atribuído equivocadamente pelo senador petista Humberto Costa a um antigo partido conservador. “Foi citada aqui uma frase que, de fato, está em meu relatório, 'o preço da estabilidade é a eterna vigilância'. Alguns lembraram a UDN, mas essa frase não é da UDN, essa frase é de Thomas Jefferson, um dos pais da democracia norte-americana”, frisou.

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