quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sargento é indiciado por matar a namorada com tiro na cabeça Militar afirmava que ela tinha se matado sem querer; crime foi em 2014 em BH


Um sargento da Polícia Militar foi indiciado por ter matado a namorada a tiros no bairro Santa Mônica, em Venda Nova. Renato dos Reis matou Natália Aparecida Correa no dia 7 de fevereiro, segundo a Polícia Civil.
A jovem foi morta com um tiro na cabeça. Reis alegou que a garota atirou acidentalmente na própria cabeça e que a socorreu com vida. A perícia, no entanto, mostrou que a posição de Natália no momento do tiro não era compatível com a descrição do sargento e que ela morreu na hora.
A ausência de sangue nas roupas do militar também aponta que Renato dos Reis tentou alterar a cena do crime, segundo a delegada Indiara Froes.
— Tal incoerência confere indícios de que o investigado, mesmo já ciente do óbito da vítima, quis retirá-la do local, o que inevitavelmente comprometeria a perícia técnica em seu exame de perinecroscopia.
Além do indiciamento por homicídio qualificado - por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa -, a Polícia Civil pediu o afastamento do militar e a suspensão do porte de arma do sargento.
R7 procurou o comando da Polícia Militar para se pronunciar sobre o caso e aguarda resposta.
O crime
As investigações apontaram que Natália Aparecida Correa foi morta por ciúmes porque o sargento não aceitou o fim do relacionamento. Ele não queria que ela ficasse com outro homem. No dia do assassinato, Renato foi até a casa de Natália e os dois discutiram. Ele conseguiu levar a garota até a casa dele, onde ela foi baleada.
Dias depois da morte, a irmã da vítima, Jaqueline Correa, afirmou ao R7 que a versão de suicídio era absurda.
— Ela tinha terminado, ele foi lá em casa ontem e ficou pedindo pra ela voltar, eles ficaram discutindo. Eu saí de casa e, quando voltei, meu irmão disse que o Renato ligou dizendo que a Natalia tinha dado um tiro na cabeça, na casa dele. Ela não gostava dele, não tinha nenhum motivo para se matar. O Renato pegou minha irmã com outro homem na cama há um mês e não fez nada. Ele esperou ela esquecer para fazer isso.

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