quinta-feira, 21 de abril de 2016

Polícia Civil concluiu inquérito e indicia militares por morte de jovem em porta de boate Policiais foram indiciados por homicídio qualificado e devem aguardar julgamento presos


A Polícia Civil concluiu na quarta-feira (20) o inquérito que investigava o assassinato de um estudante de Direito, Cristiano Guimarães Nascimento, de 22 anos. O crime aconteceu no dia 8 de abril na porta de uma boate em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Os militares Jonas Moreira Martins e Jonathas Elvis do Carmo, além de Célio Gomes da Silva, vão responder por homicídio qualificado. Eles teriam agredido a vítima até a morte na saída da casa de shows. O motivo seria um desentendimento entre os agressores e o estudante dentro do estabelecimento comercial.
Segundo o delegado Alexandre Oliveira Fonseca, a autoria do crime foi comprovada por imagens do circuito de segurança da casa de shows. Os dois policiais já estão detidos desde a data do crime, após a arma de um deles ter sido encontrada na rua onde ocorreu o assassinato. No entanto, Silva continua foragido e, de acordo com a Polícia Civil, ele pode ser preso a qualquer momento.
— As câmeras do circuito interno de TV da boate foram fundamentais para a elucidação do crime. Elas demonstraram para a gente a autoria e a dinâmica do crime.
Ainda conforme o delegado, todos os três indiciados participaram diretamente do crime. Mas, o policial Jonas Martins teria dado o chute que culminou na morte do estudante.
— O Jonas foi o executor e, por isso, ele deve ter uma pena maior em relação aos parceiros, embora todos respondam pelos mesmos crimes.
De acordo com as investigações, a vítima não conhecia os autores e eles teriam se desentendido na fila do caixa. Conforme relato de testemunhas, a briga teve início quando Nascimento teria impedido que os policiais e Silva "furassem" a fila.
— Os policias militares tentaram "furar" a fila e o Cristiano reclamou. Os policiais então se anunciaram como tal e aí houve mais discussão. O Cristiano então fez uma ironia, picando papel de promoção da boate, e os policiais militares não gostaram. A partir daí, se seguiu a execução.
Ambos os militares presos por envolvimento no crime têm histórico de violência e, por isso, estavam afastados das ruas. Um deles já havia sido condenado em um processo por lesão corporal e abuso de poder durante uma operação na Pedreira Prado Lopes, na capital mineira. O outro foi acusado de tentativa de homicídio contra um homem durante uma festa de rodeio.

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