segunda-feira, 11 de abril de 2016

Polícia apura se ex-delegado Toledo levou namorada à clínica de aborto Corregedoria da Polícia Civil investiga se Amanda Linhares realizou algum procedimento no imóvel; ex-policial foi condenado em 2015 pela morte de adolescente

homicídio
A corregedoria da Polícia Civil investiga se o ex-delegado Geraldo Toledo levou a namorada a uma clínica de aborto de Belo Horizonte. Na última semana, a corporação prendeu uma mulher de 69 anos suspeita de realizar pelo menos 120 abortos em uma clínica clandestina no bairro Caiçara, na região Noroeste de Belo Horizonte. Em 2015, Toledo foi condenado pela morte de Amanda Linhares dos Santos, na época com 17 anos.
De acordo com a assessoria de imprensa, além de apurar se o homem esteve na clínica com a adolescente, a corregedoria quer saber se Amanda passou por algum procedimento com a criminosa. A prisão da mulher no dia 9 de abril se deu depois que denúncias chegaram à polícia afirmando que um policial tinha participação no esquema. No entanto, durante as investigações ficou constatado que o civil tinha levado uma mulher ao imóvel para interromper uma gravidez não desejada.
Por meio de nota, o advogado de defesa de Toledo, Sergio Rabello, negou que o cliente tenha ido à clínica de aborto. Segundo ele, a policial persegue o ex-policial.

Veja a nota na íntegra:
"A defesa do Dr. Geraldo Toledo tem a informar que Geraldo Toledo nunca esteve nesta Clínica. Ele apenas auxiliou na investigação, como Delegado.
Curioso é que se fala em 120 abortos, envolvimento de médicos e hospitais, e só divulgaram levianamente o nome e a imagem de quem NÃO fez o aborto. A Polícia preserva os nomes dos criminosos e divulga somente daquele que NÃO cometeu eventual crime de aborto, o que demonstra nítida e insistente perseguição contra Geraldo.
Att.
Dr. Sergio Rabello"
O caso
O caso envolvendo o ex-policial ganhou repercussão em abril de 2013, quando Amanda, até então namorada dele, foi morta com um tiro na cabeça durante uma briga do casal em uma estrada que liga Ouro Preto ao distrito de Lavras Novas. A menor chegou a ser socorrida, ficou 50 dias internada na capital mineira, mas não resistiu ao ferimento. A mãe da estudante chegou a afirmar à imprensa na época do crime que a filha estava grávida do namorado.
Em sua versão, Toledo afirmou que a garota teria tentado se matar atirando contra a própria cabeça. Porém, provas periciais derrubaram a hipótese. O acusado foi julgado e condenado a 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e fraude processual.
Ele foi exonerado do cargo no mesmo ano do crime após um pedido da corregedoria, que foi aceito por Antônio Anastasia. Na época, ele era governador do Estado. Toledo segue preso na Casa de Custódia do Policial Civil, no bairro Horte, região Leste da capital.
Falsa médica agia há mais de 15 anos, segundo polícia
A idosa presa na última semana agia há pelo menos 15 anos, segundo a polícia. Os tratamentos com a mulher variavam de preços, sendo cobrado R$ 1.600 pelo comprimido Citotec, que é proibido no Brasil. Se a paciente quisesse, a suspeita inseria o Citotec na barriga das mulheres através de um procedimento cirúrgico. Nesse caso, o valor subia para R$ 3.400.
Outra possibilidade oferecida pela criminosa era a sucção e curetagem na própria clínica, localizada no imóvel da dona de casa, com valor de R$ 5.200. A mulher vai responder por crimes de aborto, exercício ilegal da medicina, distribuição de medicamento proibido e formação de quadrilha.
As mulheres que estão na lista da bandida podem ser indiciadas pela prática de aborto. Durante a coletiva de imprensa, o delegado Rodrigo Bossi orientou que elas se apresente em alguma delegacia, evitando assim constrangimentos e exposição dos caso.

Atualizada às 13h32

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