sexta-feira, 8 de abril de 2016

PMs são suspeitos de envolvimento na morte de jovem na saída de boate em Contagem


Dois soldados do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam), da Polícia Militar (PM), são suspeitos de participação na morte de um jovem na saída de uma boate em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira.
A Corregedoria da PM encaminhou os dois militares para prestar esclarecimentos na Delegacia de Homicídios de Contagem nesta tarde. Por volta das 15h, o delegado Alexandre Oliveira começou a ouvir os suspeitos, Jonatas Elvis do Carmo, de 27 anos, e Jonas Moreira Martins, de 28. Ambos podem ser expulsos da corporação.
Segundo o delegado, os dois soldados vão responder por homicídio qualificado e podem pegar até 30 anos de prisão. Martins já responde por outro homicídio, cometido na Região Leste de Belo Horizonte.
A equipe da Delegacia de Homicídios procura um terceiro envolvido no crime, identificado pelas imagens do circuito de segurança da boate e de lojas próximas ao local.
O crime
Um amigo da vítima estava no estabelecimento no momento do crime e conversou com exclusividade com a Itatiaia. Ele relata que dentro da boate o clima era tranquilo, mas quando saiu e, em seguida, Cristiano também deixou o local, a vítima disse “tem gente querendo me bater”.
“Passaram cinco, sete segundos, e os caras já chegaram batendo nele. Começou a briga generalizada. Eu vi um cara armado e corri para pedir ajuda para o segurança da boate, que não fez nada”, afirma a testemunha. Após agredir Cristiano, diz o amigo da vítima, o autor ainda tentou espancar outro rapaz. “Ele fugiu correndo atrás de outro amigo meu, para bater nele”, contou.
PM
A Polícia Militar concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, em Belo Horizonte, para falar sobre o caso. Segundo o porta-voz da PM, o capitão Flávio Santiago, a corporação recebeu uma ligação pela manhã com a informação de que a arma de um policial teria sido encontrada nas imediações do local do crime.
“O comandante da unidade ouviu os policiais militares. Pelas narrativas deles, pelas circunstâncias de tempo e lugar, pela situação de que os militares atestaram ter envolvido em uma briga, e o relato no boletim de ocorrência, que indica características que os pudessem colocar como suspeitos, o comandante determinou que um oficial os conduzisse até um delegado”, explica Santiago.
Foto: Facebook/Divulgação
Confira a reportagem de Laura Rezende e Edilene Lopes

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