sexta-feira, 29 de abril de 2016

MP oferece denúncia contra envolvidos em morte de estudante de direito Cristiano Guimarães Nascimento, de 22 anos, que foi espancado e morto na porta de uma boate de Contagem, na Grande BH, no dia 8 de abril

Reprodução/ Facebook
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da promotora de Justiça Fernanda Honigmann, ofereceu denúncia contra os três envolvidos na morte do estudante de direito Cristiano Guimarães Nascimento, de 22 anos, que foi espancado e morto na porta de uma boate de Contagem, na Grande BH, no dia 8 de abril.


Os soldados da Polícia Militar Jonas Moreira Martins, de 28, e Jonathas Elvis do Carmo, de 27, que já estão detidos, e o corretor de seguros Célio Gomes da Silva, de 30, que ainda está foragido, foram denunciados pelo órgão.

O MPMG ainda não informou quando a denúncia foi oferecida e por quais crimes o trio está sendo denunciado. No entanto, o órgão se comprometeu em passar mais detalhes do processo ainda nesta sexta-feira (29).

Inquérito
No inquérito da Polícia Civil, que foi concluído no dia 15 de abril, os três suspeitos foram indiciados por homicídio doloso qualificado – quando há intenção de matar por motivo fútil, sem chance de defesa para a vítima. Se condenados, eles podem cumprir pena de seis a vinte anos de prisão.
Na ocasião, o inquérito foi recebido pela Justiça que, por sua vez, remeteu o processo ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
A prisão preventiva dos três envolvidos foi decretada no mesmo período pela Justiça. O solado Jonathas Elvis do Carmo está detido no no 48º Batalhão, em Igarapé, e Jonas Moreira Martins está no 41º, no Barreiro, em Belo Horizonte. Já o corretor, segue foragido. 
Assembleia
No dia 20 de abril, cerca de 30 familiares e amigos de Cristiano acompanharam uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Casa, que discutiu o assassinato do rapaz.
Álvaro Abílio Nascimento Neto, 57, pai da vítima, pediu a exoneração dos policiais e também cobrou punição para a boate Havana, onde começou o desentendimento entre Cristiano e os indiciados.
Participaram do encontro os deputados Cristiano Silveira (PT), Marília Prates (PT), Neivaldo de Lima (PT), Sargento Rodrigues (PDT) e Carlos Pimenta (PDT), o advogada da família de Cristiano, Walter Nery, e o delegado Alexandre Oliveira. A Polícia Militar não enviou representantes.
Entenda o caso
O crime aconteceu na avenida Londres, na madrugada do dia 8. A vítima foi assassinada depois de uma briga em frente ao estabelecimento.
O jovem teve várias lesões no corpo e morreu na hora. Um amigo dele, de 41 anos, foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Contagem. A ocorrência foi registrada na 7ª Delegacia de Homicídios do município.
A Polícia Civil chegou até os militares depois de receber a informação, por meio de denúncia anônima, que uma arma havia sido encontrada perto da boate. Pela numeração se percebeu que pertencia ao policial, que acabou confessando estar envolvido na briga.
O policial acabou contando que estava com outro militar. Eles disseram que a briga ocorreu por causa de um balde de bebida dentro da boate e que do lado de fora eles agrediram o estudante.

Aguarde mais informações.

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