quarta-feira, 6 de abril de 2016

Guardas municipais motorizados são os primeiros a portar armas de fogo

Guardas municipais começam a usar armas de fogo nas ruas de BH
Cento e cinquenta guardas municipais estão aptos a andar armados em Belo Horizonte. Nesta terça-feira (5), pelo menos 90 foram para as ruas portando pistolas .380 e revólveres calibre 38, em cada turno de serviço.
Eles terão a disposição 350 armas, adquiridas em 2006, na gestão do prefeito Fernando Pimentel (PT). Segundo o comandante da Guarda Municipal, Rodrigo Prates, os equipamentos estão em perfeito estado de conservação e ficarão guardados na instituição.

Guarda Municipal começa a trabalhar armada em BH a partir desta terça-feira
Para utiliza-los, os agentes passaram por um treinamento de 176 horas, distribuídas em 30 dias. “O guarda municipal de Belo Horizonte é formado, dentre várias disciplinas, na de manejo e emprego de arma de fogo. Então, esses 30 dias, na verdade, serão um estágio para atualização”, explicou Prates.
Inicialmente, ficarão armados os guardas que atuam nas unidades móveis. “Essa estratégia é justamente para que a gente consiga dar capilaridade ao armamento nas nossas atividades, com o melhor ganho possível”, esclareceu o comandante. Ao todo, a Guarda conta com 80 viaturas (de quatro e duas rodas), nove atuando em cada regional da cidade. 
Abordagens
De acordo com Prates, o emprego da arma de fogo não muda a vocação da Guarda Municipal, de ser comunitária e patrimonial. Mas ele explica que as atribuições da instituição vêm se ampliando, e que o equipamento possibilitará mais capacidade e autonomia na abordagens.
“Podemos dizer que a Guarda é uma polícia do município. Ela atua em situações de flagrante, fazendo o ciclo completo, efetuando as prisões”, exemplificou. “As ocorrências que vão demandar arma de fogo podem ser desde uma simples abordagem até outras teoricamente mais complicadas. De acordo com a receptividade daquela pessoa que está sendo interpelada é que o uso da força vai se justificando. Basicamente, toda ocorrência inicia pela verbalização e o ideal é que se encerre ali. A arma de fogo só será usada em caso extremo”, garante o comandante. 
Soma de esforços
Ele destaca que o armamento usado pelos agentes não coloca em conflito as atribuições de guardas e policiais militares. “São forças que têm o mesmo objetivo e a gente soma esforços”, disse.
A meta é finalizar o treinamento de todo efetivo, cerca de 2.100 agentes, até o final de 2017. Para isso, o investimento somará R$ 7,3 milhões. Desta forma, gradativamente, mais guardas estarão aptos a circular armados.

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